São Paulo - Luiz Felipe Scolari procurou tirar um pouco o peso de a seleção brasileira estar no grupo mais difícil da Copa das Confederações e preferiu ver o lado bom do sorteio. Para o treinador, o mais importante é que o Brasil, ao ter de enfrentar Japão, México e Itália, poderá ser "testado", o que se torna ainda mais salutar porque ele ainda vai estar na fase inicial de seu trabalho no comando do time.
"Não tem essa de grupo da morte. (O grupo) Foi escolhido, sorteado, é bem forte, bom de jogar", disse Felipão. "É assim que nós queremos, jogos que nos colocam em xeque, que façam os torcedores vibrar e participar. É bom que tenha na chave equipes em igualdade de condições."
A visão do treinador é parecida com a do novo coordenador da seleção. Carlos Alberto Parreira, porém, adverte: "Não teremos margem para erros. Para nós é importante ter um grupo equilibrado".
Parreira enfatizou que, pelo fato de o Brasil não disputar as Eliminatórias da Copa, é importante enfrentar equipes como Itália, México e Japão. Campeão da Copa das Confederações em 2005, na Alemanha, quando era o técnico da seleção, ele considera o torneio "um campo muito bom de observação". É um discurso afinado com o de Felipão dentro do objetivo principal, que é ganhar a Copa em 2014. "A Copa das Confederações nos permite fazer não só um laboratório, mas também obervação aprofundada do grupo que poderá nos representar no Mundial", revelou Felipão.
Apesar de dizer que o Brasil vai disputar o torneio "com o único intuito de ganhar", Felipão dá um peso relativo ao evento-teste de 2013. "Ouvi dizer nos últimos dias que o Brasil ganhou as duas últimas edições da Copa das Confederações (2005 e 2009) e não ganhou o Mundial, e que as vitórias mascararam um pouco (a qualidade da seleção)", comentou o treinador. "Não acho que uma derrota vai fazer com que cheguemos ao Mundial desacreditados, desde que joguemos bem, demonstremos qualidade."

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