Rio - O técnico Luiz Felipe Scolari anunciou ontem, no Rio, uma lista de 22 jogadores para os dois amistosos que a seleção brasileira fará na sequência em setembro, contra Austrália e Portugal. Ele manteve a base do grupo que foi campeão da Copa das Confederações em junho, mas também apresentou três novidades na convocação: o zagueiro Henrique (Palmeiras), o lateral-direito Maicon (Roma) e o volante Ramires (Chelsea).
Mesmo estando na disputa da Série B pelo Palmeiras, o paranaense Henrique foi convocado para defender a seleção. Assim como Maicon, recém-contratado pela Roma, ele recebeu a sua primeira chance desde que Felipão voltou ao cargo no final do ano passado. Já Ramires tinha sido chamado anteriormente pelo treinador, mas acabou perdendo espaço no grupo depois de um atrito em março, quando, contundido, se apresentou com atraso.
Ramires foi criticado pelo presidente da CBF, José Maria Marin, por uma suposta falta de comprometimento naquela ocasião. O dirigente chegou a dizer, inclusive, que o volante do Chelsea não seria mais convocado. Mas, depois de cinco meses, Felipão dá uma nova chance ao jogador e garante que o atrito do passado já está superado.
"Não é o Marin que convoca. Quando me chamou para ser técnico, ele me deu todas as condições para isso. O atleta teve uma dificuldade naquele momento, entendemos isso, conversamos minimamente, e agora terá a oportunidade de fazer parte do grupo de novo. Ele vai mostrar se merece continuar", disse Felipão. "A seleção está em primeiro lugar. A situação que envolveu ele já foi explicada de ambas as partes e ele vai ter a oportunidade de conviver conosco novamente."
O treinador também defendeu a convocação de jogadores que estão atualmente na segunda divisão, como Henrique e o goleiro Julio Cesar, que deve ficar no Queens Park Rangers, rebaixado no Campeonato Inglês. "Isso é um recado que passo aos clubes, aos técnicos. Não observo só quem joga na primeira divisão. Se o atleta é bom, pode estar em qualquer divisão que chamo para a seleção, não tem problema nenhum. O nível de uma Série B do Brasileiro, da segunda divisão da Inglaterra, é muito bom. Então, o que tivermos de bom, não importa em que divisão, será convocado", avisou Felipão.
Sobre Maicon, que não era convocado para a seleção desde a Copa América de 2011, quando Mano Menezes ainda era o técnico, ele lembrou que já vinha observando o jogador há muito tempo. Mas, como o lateral estava na reserva do Manchester City, sem jogar, não teve chance de chamá-lo para defender o Brasil. Agora, com a ida para a Roma, abriu a oportunidade, justamente na reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2014.
"É um jogador com quem já vinha conversando desde que voltei à seleção. Observava no City, onde tinha dificuldade para jogar, até por lesão. Agora está na Roma e tenho a informação de que está muito bem, que estão muito satisfeitos com ele lá. Tenho a oportunidade de observá-lo em dois jogos para ver se continuamos apostando nele. Também estamos buscando alguma experiência para a posição", explicou Felipão.
Assim, com essas três novidades e mantendo a base que foi campeã da Copa das Confederações - com jogadores como Thiago Silva, Marcelo, Daniel Alves, Paulinho, Neymar, Oscar e Fred -, Felipão definiu o grupo de 22 jogadores para os dois próximos amistosos. Em 7 de setembro, o Brasil recebe a Austrália no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. E três dias depois, enfrenta Portugal em Boston, nos Estados Unidos.
Em relação aos convocados para o amistoso contra a Suíça, o único desde a disputa da Copa das Confederações - derrota brasileira por 1 a 0, semana passada, na Basileia -, Felipão não chamou apenas um jogador entre os 20 que tinham sido relacionados. É o volante Jean, do Fluminense, que tem atuado como lateral-direito com a camisa do Brasil (era o reserva de Daniel Alves, posto agora ocupado por Maicon).

Imagem ilustrativa da imagem Felipão apresenta três novidades em convocação
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