São Paulo - O técnico Luiz Felipe Scolari cumpriu com a palavra e abriu mão de qualquer multa caso o Palmeiras queira demiti-lo. O treinador não corre nenhum risco no momento, mas deixa claro com tal atitude o fato de não ter a menor preocupação, sob o ponto de vista financeiro, em deixar o clube. Mas a diretoria, em especial o presidente Arnaldo Tirone, afirma que a possibilidade da saída do técnico acontecer é zero.
''Apenas quero deixar o Palmeiras livre. Se o Palmeiras quiser, eu posso sair amanhã sem ônus ao clube. Entreguei o contrato ao presidente, mas ele não quer que eu saia. Fico contente com isso, mas o Palmeiras sabe que pode fazer uso do contrato quando quiser'', afirmou Felipão, para, em seguida, brincar com o fato de que na semana passada havia dito que estava de saco cheio do Palmeiras. ''Agora estou de saco vazio.''
Felipão assinou um contrato em que abre a mão da multa rescisória, que seria de R$ 2,67 milhões - seu vínculo atual com o Palmeiras vai até o final de 2012. Mas Tirone não vai usar o novo compromisso. Primeiro, para não deixar o treinador livre para sair quando quiser do clube. E também porque está satisfeito com o trabalho que tem sido feito.
Tirone entende que Felipão tem sido um verdadeiro para-raio no clube. Pelo respeito que tem da torcida e sua forma de trabalhar, ele conseguiu lidar bem com diversos problemas que poderiam ter atingido níveis muito mais críticos se fossem outros treinadores, como, por exemplo, na relação com o meia chileno Valdivia.
O treinador acha Valdivia um bom jogador e sempre faz questão de elogiá-lo. Ontem, não foi diferente. ''Ele tem saída de bola, qualificação no passe e organização. Ele ficando no time é ótimo'', disse Felipão. Mas, ao mesmo tempo, se irrita com o fato de não poder contar tanto com o jogador. Ele sabe que a culpa não é tanto dele, por causa das lesões e convocações para a seleção chilena, mas o fato o incomoda.

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