Dinheiro em caixa sempre foi algo raro para o esporte londrinense. Que digam os dirigentes das equipes de alto rendimento da cidade. Eles sofrem para fechar as contas no final de cada mês. E, em 2011, eles terão que suar ainda mais na hora de gastar. A Prefeitura de Londrina apresentou a previsão orçamentária para 2011 na última sexta-feira e, para desespero das equipes, a verba destinada à Fundação de Esportes de Londrina (FEL) sofrerá um corte de 30,27% em relação à 2010.
Este ano, a entidade que cuida do esporte local trabalhou com uma receita de R$ 6,7 milhões. Deste valor, R$ 2,86 milhões foram destinados ao Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), fonte de renda para praticamente todas as modalidades praticadas na cidade. Para o ano que vem, de acordo com o futuro Orçamento, esse valor deve cair para R$ 2,15 milhões.
De acordo com o diretor técnico da FEL, Pedro Lanaro, a entidade havia pedido um aumento na verba para 2011, totalizando R$ 8,9 milhões, o que, obviamente, não foi atendido. ''A Secretaria da Fazenda nos pediu que readequássemos nosso projeto para R$ 6 milhões. Fizemos isso. Mas, para a nossa surpresa, eles definiram por este corte'', disse Lanaro.
Assim, a FEL terá um total de R$ 4.727.000 para gastar em 2011, o que representa menos de 0,5% do orçamento total do município. Deste montante, R$ 1.617.000 são para despesas da FEL e R$ 3.110.000 para o Feipe. Entretanto, para as equipes, deve sobrar R$ 2,15 milhões - R$ 710 mil a menos que 2010 -, já que há despesas com estagiários e eventos que são pagas com esse dinheiro. Durante a apresentação do Orçamento, tanto o prefeito Barbosa Neto (PDT), como o secretário da Fazenda, Lindomar Mota dos Santos, ressaltaram o ''momento crítico' da arrecadação do município para justificar este e outros cortes.
A direção da FEL ainda tenta uma revisão dos valores antes da votação do Orçamento, que deve ocorrer até dezembro. No entanto, o discurso do presidente do órgão, Claudemir Vilalta, é de resignação. ''Temos que nos ajustar dentro do que o município nos passa. Há uma dificuldade financeira e acabou respingando na gente. Vamos tentar apertar os gastos com outras coisas para que haja uma diminuição menor nos repasses para as equipes'', disse o sucessor de Paulo Roberto de Oliveira, que teria deixado o cargo, entre outros motivos, por não concordar com o corte.
Segundo Lanaro, ainda não foi definida a forma como serão diminuídas as cotas de cada equipe e modalidade. Segundo ele, o mais provável e justo é que o corte seja linear, com a mesma porcentagem para cada beneficiado do Feipe.

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