A Fundação de Esportes de Londrina (FEL) divulgou ontem a relação dos projetos apresentados à Lei de Incentivo ao Esporte Amador. São 107 programas de várias modalidades interessados em utilizar os recursos financeiros viabilizados por meio do repasse de 5% da arrecadação do ISS e IPTU do município.
Cálculos preliminares indicam que a quantia total pode variar de R$ 2,3 milhões a R$ 2,7 milhões anuais, basicamente o mesmo valor de 2002. É com esse dinheiro que a prefeitura ajuda a manter três equipes da cidade em campeonatos nacionais. ''Os números refletem que a comunidade esportiva acredita no atual governo municipal. O prefeito Nedson (Micheleti, do PT) se comprometeu em elevar a alíquota de arrecadação para 5% em 2003'', disse o diretor técnico da FEL, Oscar Luiz Benedito Filla.
O trabalho dos técnicos da FEL será árduo a partir de agora. Muitos projetos devem ser reprovados em virtude dos critérios de aprovação adotados pela autarquia. Somados, os 107 projetos reivindicam mais de R$ 10 milhões anuais, quantia considerada inviável. Por mês, o município costuma arrecadar em média R$ 1,8 milhão de ISS e R$ 3,8 milhões de IPTU. ''É evidente que teremos de reduzir muito o valor de muitos projetos. Grande parte deles está com tudo dentro da lei, mas infelizmente não há condições de atender todo mundo'', ponderou Ariobaldo Frisseli, o Dedé, assessor de eventos da FEL.
Segundo o diretor Oscar Filla, projetos com objetivos em comum terão o inconveniente de concorrer entre si. ''A Fundação vai seguir os critérios que atendem suas próprias necessidades. Em relação aos projetos com o mesmo objetivo, será aprovado aquele que oferecer a melhor contrapartida'', explicou. O diretor informou também que o conselho da FEL pretende entregar o documento contendo os programa aprovados no máximo até o dia 13 de dezembro.
O ''grosso'' dos investimentos no esporte amador da cidade mais uma vez será destinado a equipes que disputam os principais campeonatos do País. O basquete masculino (Londrina Basquete Clube) e o futsal masculino (Londrina Futsal) são alguns dos recordistas. Cada um reivindica R$ 400 mil anuais. O handebol masculino (Unifil) também na fica atrás, pede nada menos do que R$ 330 mil só em 2003. ''A intenção é manter pelo menos o que foi repassado neste ano, sem qualquer aditivo'', disse Filla.

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