Uma decisão tomada pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL) deverá causar grande alvoroço e resistência por parte de alguns dirigentes e esportistas da cidade. O Conselho de Administração da FEL decidiu, de foram unilateral, aumentar a verba municipal para apenas uma das modalidades de alto rendimento, no caso o futsal masculino do time do Colégio Londrinense, mantido pelo Instituto Filadélfia.
A modalidade é a única das cinco inscritas no Programa de Alto Rendimento que não disputa Liga Nacional. Compete somente no Campeonato Paranaense (Chave Ouro) e este ano participou, a convite, da Liga Sul. Apesar disso, a equipe que recebeu R$ 200 mil este ano do município, teve seus valores reajustados para R$ 300 mil em 2009 (50% de acréscimo).
Enquanto isso, outras três modalidades receberão o mesmo valor que receberam em 2008. O handebol masculino da Unopar, que acaba de se sagrar campeão brasileiro, terá os mesmos R$ 250 mil, o mesmo acontecendo com o futsal feminino da Unopar (R$ 150 mil) e o atletismo da equipe Caixa/Sercomtel (R$ 150 mil).
A notícia de que a sua equipe receberá o mesmo valor em 2009 desagradou o técnico do handebol, Giancarlos Ramirez. ''Ficamos muito chateados, pois acho que merecíamos um reajuste de no mínimo R$ 30 mil como prêmio pelo título que ganhamos, jogando com uma equipe mais barata que as outras três de São Paulo (Metodista, Pinheiros e São Caetano). E também porque fica mais difícil manter o elenco de uma equipe campeã'', afirmou. Ramirez disse que outros treinadores que têm conversado ele ''também estão indignados'' (com a medida tomada pela FEL).
O treinador afirmou não ser contra o reajuste dado ao projeto de futsal do Londrinense. ''Acho que eles são merecedores, mas nós também somos'', defendeu.
O presidente da FEL, Ariobaldo Frisselli, informou que a decisão foi tomada em outubro pelo Conselho de Administração da autarquia, que conta com sete integrantes, sendo quatro deles representantes do Executivo Municipal: Frisselli, Luiz Vargas e João Borges (os dois últimos são diretores da FEL) e Paulo César dos Santos (secretário municipal de Planejamento). Os outros três são Ederson Camata (representante dos clubes), Osmar Obuti (das Ligas) e Reinaldo Furlan (da imprensa).
Questionado se concordou com a decisão, Furlan, como representante da imprensa, disse apenas que o ''Conselho é soberano'' e afirmou que não manifestaria qual foi o seu voto. ''O Conselho achou que o futsal merecia o aumento da verba, colocou em votação e foi aprovado'', resumiu.
Frisselli negou que a diretoria do Colégio Londrinense tenha pedido o aumento para a FEL. ''Não nos pediram, nós é que achamos que a modalidade merecia reajuste por ter um calendário o ano inteiro (o Paranaense é de março a novembro), ao contrário do handebol, que tem uma Liga curta (setembro a dezembro), e teve apenas seis clubes este ano'', argumentou.

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