O Fundo Especial de Incentivo a Programas Esportivos (Feipe) vai contemplar 33 projetos com dinheiro público municipal em 2016. A aprovação das propostas foi publicada na última sexta-feira no Jornal Oficial do Município, após parecer do Conselho Administrativo da Fundação de Esportes de Londrina (FEL). Os convênios somam R$ 1.771.000,00.
No total, 62 projetos foram apresentados nos cinco programas do edital. Além dos contemplados, outros 20 foram inabilitados e têm prazo de oito dias para apresentar correções na documentação exigida. As demais propostas foram desclassificadas ou não apresentaram interessados e foram declaradas desertas. O valor total disponibilizado pelo Feipe para o ano é de R$ 3.113.000,00.
Dos 33 projetos aprovados, oito são para o Programa de Formação Esportiva da Juventude, seis para o Incentivo ao Desenvolvimento do Esporte Adulto, um projeto de Apoio às Ligas Londrinenses, oito para o Programa de Esportes para Pessoas com Deficiência e 10 projetos nas Modalidades Esportivas Alternativas.
O Instituto Paranaense de Esporte e Cultura (IPEC) foi contemplado com oito projetos. Vai trabalhar com o atletismo, o basquete feminino e o taekwondo masculino e feminino no programa da Juventude, com o atletismo, o basquete masculino e o taekwondo no Adulto e ainda com o boxe e o MMA, no programa de Modalidades Alternativas. O Instituto vai administrar R$ 680 mil durante o ano.
Já o Londrina Futsal Feminino aprovou quatro modalidades sendo o futsal feminino, no Juventude, e o futsal masculino e feminino, além do hóquei sobre a grama, no Adulto. Os projetos somam R$ 240 mil.
O presidente da FEL, Vilmar Caus, explicou que qualquer instituição pode ser contemplada com até três projetos em cada modalidade e que a polarização de várias modalidades em uma mesma associação é legal e até facilita o desenvolvimento dos projetos. "A fiscalização do uso do dinheiro público é muito rigorosa e têm muitas modalidades que não têm condições, de estrutura e até administrativa, para tocar sozinha. Para quem tem convênios com valores baixos não compensa abrir uma instituição nova. Este tipo de parceria é até uma recomendação nossa", frisou.
O dirigente lembrou ainda que o estatuto de muitas instituições permite o trabalho com iniciação esportiva e não se limita à apenas uma modalidade. "No convênio, você pega o dinheiro primeiro, depois gasta e presta conta. Se a associação não estiver preparada para isso dá problema. Então este tipo de parceria é o melhor caminho", ressaltou.
A FEL espera vencer o prazo de oito dias úteis destinados aos proponentes não habilitados para efetuar a assinatura do termo de convênio para que as verbas sejam repassadas as instituições em até dez vezes ao longo do ano. "O importante é que vamos poder apoiar desde o início do ano para que as modalidades possam controlar o calendário. Os recursos devem ser liberados a partir de fevereiro", garantiu Caus.

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