São Paulo - Roger Federer conseguiu mais argumentos para aqueles que o apontam como o maior tenista da história. A exato um mês de completar 31 anos, o suíço conquistou ontem seu sétimo título de Wimbledon e garantiu sua volta ao topo do ranking.
  Ao derrotar o britânico Andy Murray por 3 a 1 (4/6, 7/5, 6/3 e 6/4) na decisão do mais tradicional torneio do tênis, Federer igualou duas marcas do americano Pete Sampras. ‘‘Não poderia estar mais feliz’’, afirmou o suíço. ‘‘É surpreendente. Isso me iguala a Pete, que é meu ídolo.’’
  Além dos sete títulos em Wimbledon, Sampras foi quem mais liderou o ranking mundial: 286 semanas.
  Hoje, a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) atualiza a lista, e Federer também chega à sua 286ªsemana como o número um.
  Recordista de títulos de Grand Slam (agora com 17 taças), o suíço se equipara ao seu ídolo depois de um período de baixa que alguns, mais apressados, já apontavam como sua decadência.
  Sua última conquista em um dos quatro maiores torneios do circuito havia sido o Aberto da Austrália, em 2010. Mesmo em Wimbledon, onde conquistou seu primeiro grande torneio, em 2003, o desempenho não era o mesmo: em 2010 e em 2011, foi eliminado nas quartas de final. ‘‘Nunca deixei de acreditar. Passei a jogar mais, mesmo tendo família’’, afirmou o pai das gêmeas Charlenne Riva e Myla Rose, 3.
  Os recordes impediram que Murray encerrasse um longo jejum. O último britânico campeão em Wimbledon foi Fred Perry, em 1936.

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