São Paulo - O suíço Roger Federer igualou ontem o recorde de 41 vitórias seguidas na grama, que o sueco Bjorn Borg conquistou entre 1976 e 1980, mas não pareceu dar muita importância. ‘‘A marca é incrível, mas para mim não representa grande coisa’’, afirmou Federer, 24, que parecia mais satisfeito com o sucesso na transição do saibro (o piso mais lento do tênis) para a grama (o mais rápido). ‘‘Estou em um bom momento, vindo direto de Roland Garros. Foi realmente uma semana dura para mim’’, afirmou o líder do ranking mundial, que foi finalista do Aberto da França.
  Federer venceu ontem o tcheco Tomas Berdych por 6/0, 6/7 e 6/2 na final do Torneio de Halle e espera manter uma tradição: sempre que venceu em Halle foi também campeão em Wimbledon. ‘‘Halle sempre me trouxe sorte, espero que neste ano continue assim’’, disse ele, campeão nos dois torneios nos últimos três anos e que não perde na grama desde 2002.
  Por tudo isso, Federer é novamente o homem a ser batido em Wimbledon, que começa na próxima segunda. Os rivais, porém, demonstram confiança. ‘‘Um monte de coisas estranhas acontece em Grand Slams’’, disse o australiano Lleyton Hewitt, campeão de Wimbledon-2002 e que ontem conquistou o título em Queens.
  O australiano venceu o norte-americano James Blake, por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/4. Com a vitória, Hewitt amplia sua larga vantagem contra Blake em confrontos diretos. Esta foi a sétima vitória do australiano em oito jogos. Hewitt, ex-número um do mundo, conquistou seu primeiro título na temporada. Os melhores resultados do tenista australiano neste ano tinham sido os vice-campeonatos dos Torneios de Las Vegas e San Jose.

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