São Paulo - A decisão de Wimbledon hoje, entre o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal, comprova a supremacia que os dois exercem no circuito atualmente e vai colocar um deles mais próximo de um dos maiores vencedores da história do tênis, o sueco Bjorn Borg.
Um dos mais completos jogadores de todos os tempos, Borg acumulou 62 títulos na carreira, sendo 11 de Grand Slam (cinco em Wimbledon e seis em Roland Garros), mas já viu algumas de suas antigas marcas serem superadas por Federer e Nadal nesta temporada.
Imbatível na grama desde 2002, Federer superou em Wimbledon o recorde de 41 triunfos seguidos no piso, que Borg ostentava desde 1980, e já acumula 47 vitórias. Com uma campanha impecável até agora, não perdeu um set sequer, o suíço pode se igualar a Borg, o único a levantar o troféu de Wimbledon sem perder um set feito de 1976.
Já Nadal igualou a marca de precocidade de Borg, com 16 títulos antes dos 20 anos. Também deixou para trás a marca de 48 vitórias seguidas no saibro do sueco já acumula 60. Se mantiver seu retrospecto contra Federer (seis vitórias em sete jogos, incluindo as quatro em finais neste ano), Nadal vai ser o primeiro a vencer Roland Garros e Wimbledon na sequência desde Borg em 1980. ''Sei que posso vencê-lo. Só preciso manter o foco e meu estilo'', disse Federer.
Campeã A francesa Amélie Mauresmo, primeira cabeça-de-chave, conquistou ontem o torneio feminino de Wimbledon, pela primeira vez na carreira, ao derrotar na final a belga Justine Henin-Hardenne, terceira cabeça-de-chave, por 2 a 1, com parciais de 2/6, 6/3 e 6/4.
Este é o segundo título de Grand Slam de Mauresmo, de 27 anos. No início do ano, a francesa conquistou o Aberto da Austrália. Amélie Mauresmo é a primeira francesa a triunfar em Wimbledon, desde Suzzane Lenglen em 1925. Em Melbourne, Mauresmo também derrotou Henin-Hardenne na final.

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