Federer é hexa em Wimbledon e grava seu nome na história
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domingo, 05 de julho de 2009
Agência Estado 
Londres - Roger Federer gravou ontem seu nome na história do tênis. Após 4 horas e 16 minutos de batalha contra o norte-americano Andy Roddick, o tenista suíço conquistou o hexacampeonato de Wimbledon e se tornou o maior vencedor de Grand Slams, com 15 títulos, superando o ex-jogador norte-americano Pete Sampras, que soma 14 e acompanhou a partida na tribuna de honra.
''Muito obrigado por vir. Sei que a distância é grande, mas você é uma estrela e nós gostamos de ver você aqui. É um grande prazer jogar diante de tantas lendas'', disse Federer a Sampras, no discurso de agradecimento, após a vitória por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 7/6 (8/6), 7/6 (7/5), 6/3 e 16/14. O americano não ia a Londres para o torneio desde 2002, quando se aposentou.
Mas a vida de Federer não foi nada fácil. Embora tivesse um retrospecto favorável de 18 a 2 contra Roddick antes da partida, foi o americano que entrou mais vivo no jogo e venceu o primeiro set.
Na segunda parcial, os tenistas seguiram confirmando seus saques, mas Federer não demonstrava que poderia quebrar o rival para empatar a partida. O set então foi para o tie-break. Federer fechou em 8 a 6. No terceiro set, sem quebras para os dois lados, novamente a vitória do suíço veio no tie-break, desta vez por 7 a 5.
Mesmo com o suíço conquistando muitos pontos por ace - foram 50 no jogo, contra 27 do rival -, Roddick impressionou pela reação no quarto set. Uma quebra foi suficiente para fechar a parcial e fazer 2 a 2 no jogo. Já no set decisivo, a dificuldade para selar a vitória repetiu a final de 2008. Como em Grand Slams não há tie-break no quinto set, os tenistas se mantiveram sem conseguir quebrar o saque do adversário.
Enfim, após 1h35 de disputa e muita frieza por parte dos dois tenistas, Federer conquistou uma quebra e fechou o jogo, fazendo 16 a 14 no último set. Como se não bastasse a alegria pelo recorde, Federer ainda recuperou o posto de número 1 do mundo, em grande parte graças à ausência de Rafael Nadal, que não defendeu o título conquistado na antológica final do ano passado, e vai perder 2 mil pontos no ranking da ATP.


