São Paulo - Roger Federer estava nervoso antes da semifinal do Aberto da Austrália, ontem, contra Nicolas Kiefer. Não era para tanto. Em duas horas e 40 minutos, o suíço venceu o alemão por 6/ 3, 5/7, 6/0 e 6/2, e chegou à sétima decisão de um torneio de Grand Slam.
Na madrugada de amanhã, contra o inexperiente cipriota Marcos Baghdatis, 20 anos, vai colocar à prova seu aproveitamento de 100% em finais dos quatro torneios de maior importância no tênis. ''Sentia uma sensação estranha, estava muito excitado por estar tão perto de mais um Grand Slam'', disse Federer, mais aliviado após o jogo. ''Perder na semifinal seria muito decepcionante.''
Apesar do abismo que separa os tenistas e do favoritismo dos números em favor do suíço nunca um atleta não-ranqueado derrotou um número um do mundo em finais de Grand Slams , Baghdatis pode se apoiar em pelo menos uma estatística.
Desde 1997, todos os jogadores que se classificaram primeiro para a decisão conquistaram o título Baghdatis garantiu a vaga anteontem, um dia antes de Federer.
A final feminina do Grand Slam australiano será disputada hoje entre a francesa Amelie Mauresmo e a belga Justine Henin-Hardenne. No confronto direto entre as duas finalistas, Henin leva ligeira vantagem, com quatro vitórias em sete partidas.

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