São Paulo - Apenas dois brasileiros conseguiram vencer um Grand Slam no individual: Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten. E ontem eles se encontraram com o maior vitorioso no masculino neste tipo de torneio da história, o suíço Roger Federer, considerado o melhor de todos os tempos. No total, os detentores de 27 títulos de Grand Slam bateram bola na quadra do ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, onde está sendo realizado o Gillette Federer Tour. ''Eu fui a número um da América Latina no século 20'', contou Maria Esther, que presenteou Federer com um quadro de uma foto dela em 1962.
Na troca de elogios, ganhou do suíço uma raquete autografada. ''Ele é um dos grandes nomes do tênis. O Roger e o Guga são dois exemplos para o mundo inteiro, o que eles fizeram foi fantástico'', disse a ex-tenista, que pratica o esporte três vezes por semana e que tem em seu currículo três vitórias em Wimbledon e quatro no US Open, todas em simples - nas duplas, ela tem 11 conquistas de Grand Slam.
Maria Esther e Guga são os maiores representantes do tênis nacional e pertencem a gerações diferentes. O ex-tenista de Florianópolis ganhou três vezes o Roland Garros, mas tem uma boa lembrança do ano de 2004, quando perdeu nas quartas de final para o argentino David Nalbandian. Na terceira rodada daquela edição, ele superou Roger Federer por 3 sets a 0.
''Acho que foi minha última grande lembrança dentro das quadras, em 2004, em Roland Garros. Depois disso tive grandes dificuldades na carreira'', afirmou o catarinense.
Federer tem perfeita noção da importância do ex-tenista para o esporte no Brasil e para o tênis mundial. ''Ele era um dos jogadores mais honestos, populares e simpáticos do circuito, estava sempre sorrindo. E também tinha um jogo interessante, vestia roupas coloridas e ainda por cima tinha sucesso. É um grande herói'', enumerou.

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