Federer ainda tem motivação de sobra para seguir no topo
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domingo, 06 de janeiro de 2013
Nathalia Garcia e Paulo Favero <br> Agência Estado 
São Paulo - Roger Federer é dono de 17 títulos em torneios de Grand Slam, duas medalhas olímpicas (ouro nas duplas em Pequim/2008 e prata de simples em Londres/2012), o recorde de 302 semanas como número 1 do mundo e mais de US$ 76 milhões de premiação. Essas são as impressionantes marcas do tenista suíço que passou pela América do Sul durante o mês de dezembro, com jogos de exibição no Brasil, Argentina e Colômbia.
Com tantos feitos na carreira e já apontado por muitos como o maior tenista da história, é difícil entender o que o faz ter motivação de continuar encarando o desgastante calendário do circuito mundial. Mas Federer, aos 31 anos, vê isso com clareza e conta que estabelece objetivos pontuais. Atingir uma posição no ranking, conquistar algum torneio específico, evoluir a parte técnica são algumas possibilidades que viram prioridade, de acordo com seu desejo, e o fazem seguir em frente.
Para a temporada de 2013, ele já decidiu: quer se manter em boas condições físicas. Para isso, pretende disputar menos torneios e focar nos treinamentos. ''Será um ano de transição, o ranking não será o mais importante. Quero garantir que eu esteja saudável para os próximos anos'', conta Federer, que terminou 2012 como o número 2 do mundo, atrás apenas do sérvio Novak Djokovic.
Mas ele não se contenta com pouco: quer se manter entre os quatro melhores do ranking. ''Em 2013, ser número um, dois ou três não fará diferença'', reconhece Federer. Outro objetivo é continuar sua jornada na divulgação do tênis pelo mundo, levando-o para países que não fazem parte dos calendários das grandes competições - como fez recentemente na turnê pela América do Sul. ''Gostaria de jogar na África do Sul, onde minha mãe nasceu e eu nunca tive a oportunidade de atuar, e também na Ásia.''
Federer também quer participar de exibições com grandes tenistas do passado. ''Penso em enfrentar (Pete) Sampras, (Jan-Michael) Gambill e (John) McEnroe'', revela. Os planos ainda não têm data para sair do papel. Enquanto isso, o suíço aproveita as férias e só volta às quadras no Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, a partir de 14 de janeiro, em Melbourne.


