São Paulo - O melhor tenista da atualidade sucumbiu diante do ''melhor da história'' ontem, em Roland Garros. O suíço Roger Federer encerrou invencibilidade do sérvio Novak Djokovic na temporada ao marcar 3 a 1 (7/6, 6/3, 3/6 e 7/6) na semifinal do Grand Slam francês.
Com o resultado, Federer também impediu que Djokovic alcançasse o topo do ranking. Se o sérvio chegasse à final, ele se garantiria como o 25 tenista a ocupar o posto.
Algoz ontem, Federer se torna um aliado de Djokovic domingo, quando enfrenta o espanhol Rafael Nadal.
O suíço, classificado várias vezes por Nadal como ''o melhor da história'', há muito tempo não começava um Grand Slam sem a alcunha de um dos grandes favoritos. Mas ontem voltou a ser protagonista e agora é peça-chave na disputa pelo número um.
Se vencer amanhã, além de impedir que Nadal iguale o recorde de seis títulos de Bjorn Borg em Roland Garros, Federer também tira o espanhol e coloca Djokovic no topo do ranking. ''Não tenho o que lamentar. Nunca olho para trás, não adianta me lamentar ou chorar'', afirmou Djokovic.
Ele declarou que Federer fez uma partida incrível e merecia a recompensa. ''Estou vivendo um momento extraordinário, mas essa invencibilidade iria terminar um dia ou outro'', afirmou o sérvio, que desistiu de jogar na grama de Queen's a partir de segunda.
Djokovic acumulava 43 vitórias, sendo 41 em 2011, uma a menos do que John McEnroe em 1984, no melhor início de temporada registrado pela Associação dos Tenistas Profissionais.
Recordista de títulos de Grand Slam, Federer havia sido o último tenista a vencer Djokovic, em novembro.
Se a partida entre Federer e Djokovic foi bastante disputada e terminou quase às 22h locais, quando a luz natural já era quase insuficiente, a primeira semifinal do dia foi bastante diferente. Nadal eliminou o britânico Andy Murray por 3 sets a 0 (6/4, 7/5 e 6/4). ''Joguei bem e sempre estive à frente'', afirmou o espanhol.

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