Federações propõem 48 na Série B
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quarta-feira, 13 de janeiro de 1999
Agência Estado 
A proposta dos presidentes das 27 federações estaduais de futebol de aumentar de 22 para 48 o número de clubes da série B do Campeonato Brasileiro deve ser aceita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Embora o presidente Ricardo Teixeira tenha se recusado a falar do assunto, um de seus colaboradores mais próximos adiantou que a tendência é acatar o pedido, porque Teixeira não quer desagradar a seus eleitores no ano em que é favorito a ganhar o pleito na CBF para um quarto mandato presidencial.
O inchaço da Segunda Divisão favoreceria Fluminense e Náutico, rebaixados ano passado à Série C. Em defesa do Fluminense, o presidente da Federação de Futebol do Rio, Eduardo Vianna, foi mais além: disse que gostaria de ver o tricolor carioca na Série A. Segundo ele, as federações querem que todos os Estados tenham pelo menos um representante, o campeão de cada regional. A proposta deve ser aceita, porque é ano de eleição na CBF e o presidente Ricardo Teixeira precisa de votos.
Os dirigentes querem modificar alguns pontos da lei Pelé e formarão uma comissão de deputados ligados ao futebol para negociar com o novo ministro dos Esportes, Rafael Greca.
Teixeira x Havelange - O rompimento de relações entre os dois mais graduados dirigentes do futebol brasileiro - Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e João Havelange, ex-presidente da Fifa - está além de um simples conflito familiar. A disputa envolve dinheiro. Teixeira é réu de três processos impetrados na Justiça do Rio pela filha de Havelange, Lúcia, que pediu o arrolamento dos bens, a revisão da pensão alimentícia proposta pelo ex-marido e a separação judicial.
Lúcia Havelange Teixeira ajuizou o primeiro processo na 10ª Vara de Família em 20 de fevereiro passado, pedindo o arrolamento dos bens do presidente da CBF. No julgamento da ação, a juíza Vera Maria Soares da Silva - a mesma que atuou no caso de separação entre a atriz Vera Fischer e o ator Felipe Camargo - deferiu o pedido dos advogados de Lúcia de usar a força policial e o arrombamento, se necessário, para o levantamento dos bens. A juíza observou que o oficial de Justiça deveria esclarecer se havia vestígios de desaparecimento de objetos.


