O PSTC, de Londrina, foi afastado das semifinais do Campeonato Paranaense de Juniores. A medida foi tomada pela Federação Paranaense de Futebol, através de seu presidente Onaireves Rolim de Moura, que fez nova interpretação do confuso regulamento da competição. Com isso, o beneficiado passa a ser o Malutrom que agora enfrentará a Portuguesa numa das semifinais. A outra vai reunir Londrina e União Bandeirante.
A medida de última hora adotada pela FPF, surpreendeu todo mundo. Em contato com a Folha ontem à tarde, funcionários da entidade confirmaram que o PSTC enfrentaria a Lusa, amanhã, às 15h30, em Cambé. O jogo entre Londrina e União está mantido para amanhã, às 20h30, no VGD, em Londrina. Em fax enviado à Portuguesa, a Federação comunicou que o critério de desempate – artigo 8º das Normas Especiais da competição – entre PSTC e Malutrom é o menor número de gols sofridos. Como ganhou por 3 a 0 em Curitiba e perdeu por 3 a 1 em Cambé, o Malutrom é o classificado. Na sexta-feira, a entidade informara que o saldo de gols não influiria na terceira fase. Assim, o PSTC se classificaria mesmo se vencesse o jogo de volta por 1 a 0.
O que mais revoltou o PSTC é que somente à noite a FPF ‘‘descobriu’’ o furo no regulamento. ‘‘É muito triste isso. O que está escrito tem que ser mantido. O Moura pisou na bola’’, criticou o técnico Lio, do PSTC. Pegos de surpresa, somente hoje os dirigentes do clube deverão questionar a entidade sobre a retirada do time da competição.
O equilíbrio deve ser a tônica da semifinal ‘‘pé-vermelha’’ do Campeonato Paranaense de Juniores. Pelo menos esta é a opinião dos técnicos de Londrina, União e Portuguesa – os três dos quatro times envolvidos na disputa.
Por possuírem melhores campanhas, União e Lusa terão vantagem de jogar a segunda partida em casa. Caso ocorram dois empates ou uma vitória para cada time, haverá prorrogação ao final da segunda partida. Se persistir o empate, o finalista será definido nas cobranças de pênaltis.
Presente desde o primeiro Estadual da categoria em 1977, o Londrina persegue o seu sexto título. O Tubarãozinho foi campeão cinco vezes: 1977, 1980, 1984, 1993 e 1998. O União chegou ao título em 1995.
E é justamente quem ainda não venceu a competição que mostra mais confiança. É o caso de Aparecido Vilela, técnico da Portuguesa. Cotado para dirigir o time profissional da Lusinha na Série A-1 (Segunda Divisão) do Paranaense em 2001 caso leve os juniores ao título, o treinador aposta todas as suas fichas no seu time. ‘‘O nível está igual, mas a Portuguesa fez melhor campanha em todo o campeonato’’, afirmou.
Eternos rivais, Londrina e União também prometem fazer dois jogos emocionantes. Há apenas quatro meses no comando do Tubarãozinho, o técnico Paulo Marino aponta a qualidade e a personalidade de seus jogadores pela boa campanha desenvolvida até aqui. ‘‘Temos um padrão de jogo simples e objetivo’’, explicou ele. Sete jogadores comandados por Marino irão servir os profissionais – Serginho (goleiro), William, Taroba, Tita, Paulo Roberto, Renato e Bersot.
Para o técnico do União, Wilson Frutana, a conquista do título é tão importante quanto revelar jogadores. ‘‘Todo mundo quer ser campeão. Não tem essa de só revelar (jogadores)’’, afirmou. Frutana, que está há dois anos no União, acredita que a experiência de 16 jogadores que participaram do Módulo Branco da Copa João Havelange pelos profissionais será um trunfo a mais para o seu time.

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