Federação reduz taxas para estimular criação de equipes
São Paulo, 25 (AE) - Isenção e redução de taxas e outros benefícios. Diante de mais uma crise no esporte, a Federação Paulista de Vôlei (FPV) resolveu incentivar a criação de equipes para a disputa dos campeonatos estaduais masculino e feminino. Uniban, Leites Nestlé e Universidade Guarulhos, que brilharam na última Superliga Feminina, não são mais investidores. A Copa São Paulo Feminina de Vôlei, por exemplo, que começa no dia 6, terá apenas quatro equipes - BCN/Osasco, Blue Life/Pinheiros, São Caetano e Ribeirão Preto, as duas últimas sem patrocínio.
"Acredito que novas equipes vão aparecer até o início da disputa do Estadual", aposta Sérgio Negrão, técnico do BCN/Osasco. Negrão procura motivação diante da provável fragilidade dos adversários. Sua equipe, que conta com o talento de Ana Moser e outras atletas de ponta, vive uma realidade distinta. "Estou otimista, acho que vai melhorar", comenta. A mineira MRV vai entrar na competição paulista, representando uma cidade do interior do Estado. Outra cidade deve também acertar sua partipação, embora ainda sem patrocínio.
Segundo a FPV, a taxa de inscrição e registro de até 15 atletas e 3 membros da comissão técnica formados em educação física não precisa mais ser paga. O valor da transferência (municipal e intermunicipal) caiu em 56%, a taxa de filiação ficou 43% mais barata e a mensalidade para disputar o campeonato passou de R$ 300 para R$ 200,00, em quatro parcelas.
"No início da década, com o Plano Collor, a Superliga tinha 12 equipes e 8 delas acabaram", lembra Negrão. A atual crise financeira do País, segundo ele, voltou a atacar o esporte e afastar os patrocinadores. "No ano que vem, com a Olimpíada e uma maior exposição do esporte na mídia, a tendência é o retorno dos investidores", projeta o treinador.





