Ed Carlos Rocha
Luciana Pombo
De Curitiba
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) queria a interdição total de toda parte superior da ala dos fundos da Arena da Baixada. O parecer da Polícia Militar de interditar parcialmente o local foi motivo de discussão entre o coronel Justino Sampaio, do Comando do Policiamento da Capital, e Cirus Itiberê, diretor da Comissão de Vistoria da FPF. De acordo com Cirus, depois do que ocorreu no Atletiba do último domingo, a PM não pode mais autorizar que uma torcida fique ‘‘em cima da outra’’. ‘‘O certo é que toda a parte superior da ala dos fundos fosse interditada’’, disse.
Depois de algums minutos de discussão, no entanto, Cirus e Justino, junto com os demais membros da comissão de vistoria, reuniram-se a portas fechadas na Arena e chegaram a um consenso sobre a medida sugerida pela PM. ‘‘Não queríamos a sobreposição das torcidas, mas aceitamos a idéia de interdição parcial porque achamos que a torcida do Atlético não conseguirá jogar objetos na do Corinthians, por exemplo, principalmente porque o ângulo de um anel em relação ao outro é desfavorável’’, observou.
O anel dos fundos da Arena, na parte superior, tem capacidade para cerca de 2,5 mil pessoas. Com a interdição parcial, será permitida a entrada de apenas 2 mil. ‘‘Esgotando a capacidade, fecharemos os portões de acesso a esta ala e evitaremos o choque entre as torcidas’’, garantiu Sampaio.
Mesmo ‘‘engolindo’’ a posição da PM, Cirus Itiberê fez um alerta sobre o comportamento das torcidas, principalmente a do Coritiba. ‘‘Já recebemos informações da Confederação Brasileira de Futebol de que não serão mais toleradas reincindências de casos de violência como o acontecido no último domingo. Se isso voltar a se repetir, a CBF já deixou claro que vai fazer o time perder o mando de campo. O alerta vale para todos os clubes de Curitiba’’.

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