A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou ontem um protesto dos clubes do Estado contra a possibilidade de um torneio nacional ‘‘inchado’’ no segundo semestre. Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Lusa, Guarani e Ponte Preta, que estão na primeira divisão, assinaram um documento manifestando a sua posição. Mas esse posicionamento está longe de significar um motim.
Apesar de protestarem, os paulistas descartam boicotar a competição nacional. ‘‘Estamos marcando a nossa posição. Somos contra um campeonato com mais de 21 clubes, com a presença de penetras. Discordamos, mas respeitamos a CBF. Não vou sugerir que os clubes de São Paulo boicotem o campeonato’’, afirmou Farah.
O dirigente marcou uma entrevista coletiva para anunciar a decisão dos paulistas. Paulo Amaral, presidente do São Paulo, e Marcelo Teixeira, presidente do Santos, participaram do anúncio.
Farah enviou um comunicado à CBF pedindo que fosse realizado um campeonato com 21 clubes. Jogariam os 20 times tecnicamente classificados para a primeira divisão de 2000, mais o Gama, que ganhou na Justiça o direito de participar do Brasileiro ou da Copa João Havelange, primeiro torneio idealizado pelo Clube dos 13 para isolar o time de Brasília.
Farah pediu ainda para a CBF solicitar que a Fifa anule a determinação que proíbe os times brasileiros de enfrentar o Gama. A entidade que controla o futebol mundial tomou essa medida alegando que a equipe brasiliense entrou na Justiça comum antes de serem esgotadas todas as instâncias na Justiça desportiva.
Apesar das críticas feitas à CBF e a seu presidente, Farah negou, sem ser enfático, que sonhe em suceder Ricardo Teixeira.

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