Federação Paulista apóia São Paulo na reforma do Morumbi
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quinta-feira, 09 de março de 2000
Por Marcos Pereira 
São Paulo, 10 (AE) - Com a ameaça do Departamento de Cotrole de Uso de Imóveis (Contru) de interditar o estádio do Morumbi para o clássico de domingo contra o Palmeiras, o São Paulo agiu rapidamente. Além de apresentar laudos técnicos que garantem a segurança para o estádio comportar, no máximo, 60 mil pessoas, o clube ganhou o apoio da Federação Paulista de Futebol (FPF).
A entidade vai auxiliar o Tricolor na conclusão das obras de instalação dos amortecedores, que diminuem a vibração da estrutura. O acordo foi firmado, hoje pela manhã, na sede da Federação, e contou com a participação dos presidentes do São Paulo, José Augusto Bastos Neto, e do Palmeiras, Mustafá Contursi, do presidente da FPF, Eduardo José Farah, do diretor de obras do clube do Morumbi, Luiz Cholfe, e do Secretário de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, Fausto Camunha.
Segundo Farah, a Federação vai pagar R$ 1,6 milhão, referente aos 44 amortecedores restantes do total de 60 necessários para garantir conforto aos torcedores. O São Paulo também vai participar do investimento com a mesma quantia. No total, desde a primeira interdição do Morumbi pelo Contru, o Tricolor, segundo Bastos Neto, já gastou aproximadamente R$ 17 milhões na reforma do estádio, e deixou de ganhar R$ 6 milhões com a exploração das placas de publicidade e com arrecadação no tempo que ficou fechado.
Capacidade - Para que o estádio não seja interditado, a instalação dos amortecedores deve ser feita no prazo máximo de dois meses. Após esse período, a capacidade do Morumbi será elevada para 84 mil pessoas. "Depois dessas obras, não haverá mais motivos para preocupação com a estrutura do estádio, que está bonito e é moderno", afirmou o presidente do São Paulo. "Ainda queremos aumentar a capacidade após a reforma, porque o Morumbi já comportou 130 mil pessoas."
A parte da Federação é proveniente do Fundo de Reforma e Manutenção dos Estádios, criado em 1997 e que, atualmente, é dirigido pelos presidentes do Mogi Mirim, Wilson de Barros, do Corinthians, Alberto Dualib, e do Palmeiras, Mustafá Contursi. Com isso, metade dos 12% da renda das partidas a que o São Paulo tem direito pelo aluguel do Morumbi será destinado ao Fundo.
De acordo com Farah, o Fundo dos estádios, que também recebe recursos de 1% da arrecadação de jogos de clubes pequenos e de 2% da renda de partidas de times grandes, pode auxiliar eventuais reformas em estádios do Estado de São Paulo. "Já fizemos isso com o Guarani, com a Portuguesa e com outros clubes", justificou.


