A Federação Paranaense de Futebol (FPF) indeferiu o pedido da Portuguesa Londrinense de alterar seu nome fantasia para Grande Londrina Futebol Clube. O presidente em exercício da entidade, Aluízio José Ferreira – o titular Onaireves Nilo Rolim de Moura está preso há mais de dois meses – expediu um ofício na último sábado negando a autorização pedida pelo clube para mudar seu nome. Ele alegou impossibilidade jurídica devido, segundo o dirigente, à denominação semelhante com o Londrina Esporte Clube.
  De acordo com o ofício, Ferreira levou em consideração o Estatuto da FPF, que autoriza a alteração de nomes dos seus filiados, porém impõe restrições quando as denominações sejam semelhantes ou assemelhados. No parecer do Departamento Jurídico, a justificativa foi baseada no artigo 36, das Normas Orgânicas da CBF, que proíbe na mesma cidade sede clubes com nomes assemelhados.
  De acordo com o diretor-jurídico da Portuguesa, Hélio Camargo, o clube ainda não foi notificado pela FPF, que publicou o ofício em seu site oficial. O advogado não admite nova alteração e diz que usará todos os recursos possíveis para manter o nome de Grande Londrina Futebol Clube.
  Camargo baseia-se em decisões contraditórias tanto da CBF como da FPF para levar adiante a briga jurídica. ‘‘A CBF autorizou Osasco Futebol Clube e Esporte Clube Osasco. PSD-São Bernardo e São Bernardo Futebol Clube. Aqui no Paraná temos o Paranavaí Atlético Clube e o Atlético Clube Paranavaí. Em Maringá, de 96 pra cá tivemos 4 vezes o nome da cidade em times diferentes. Em 96, por exemplo, tinha o Grêmio Esportivo Maringá e o Maringá Futebol Clube. Em Cascavel também temos isso’’, protestou Camargo.
  O advogado elaborava ontem à tarde dois documentos. O primeiro era um pedido de reconsideração da FPF. O outro, era um pedido de explicações para a CBF, que também vetou a mudança. ‘‘Legalmente não existe impedimento. Se a Federação não reconsiderar, vai ter que desfiliar outros 12 clubes. Caso contrário, vou entrar com mandado de garantia. Quero saber porque eles puderam e nós não podemos. Qual o critério adotado? Vão ter que explicar’’, cobrou.

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