Policiais militares e representantes da Federação Paranaense de Futebol (FPF) vistoriaram ontem o Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), local onde os soldados que cuidam da segurança dos jogos identificaram irregularidades no último clássico Portuguesa e Londrina.
A vistoria foi agendada depois do comandante interino do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, major Devaldir Geraldo Amadei, ter encaminhado um ofício à FPF informando sobre ''irregularidades no estádio (...) que poderiam colocar em risco a integridade física dos torcedores, jogadores e policiais militares empregados no evento''. Entre os possíveis problemas identificados, estariam a falta de um alambrado próprio para a divisão das torcidas, a suposta incitação de dirigentes da Associação Portuguesa Londrinense junto à torcida adversária e a existência de pedras nas arquibancadas.
De acordo com o relatório do tenente Heleno Cícero de Almeida, algumas pedras teriam sido arremessadas durante a partida entre os dois times locais, realizada no último dia 26. Ontem no VGD, soldados do 5º BPM encontraram um carrinho de mão com várias pedras recolhidas. ''São coisas do futebol que podem acontecer sem que possamos evitar. Qualquer um pode trazer uma pedra da rua para dentro do estádio. Mas garanto que nenhuma torcida adversária vai encontrar uma estrutura tão grande como a nossa, com bar e banheiros próprios'', comentou o administrador VGD, Sérgio Rolla.
Coordenado pelo capitão Altivir Cieslak, os policiais percorreram as arquibancadas, as laterais do campo e também verificaram as condições do alambrado. ''Não estamos aqui para prejudicar os times de futebol. Queremos apenas agir preventivamente e evitar qualquer problema em dia de grande torcida'', disse Cieslak. Para Nelson Santos, diretor de futebol de União Bandeirante e integrante da Comissão de Vistoria do FPF há oito anos, não haveria nada que provocasse a interdição do local. ''Particularmente, penso que o VGD tem mais segurança que o Estádio do Café'', comentou Santos. Ele e Afonso Vitor de Oliveira representaram a FPF ontem em Londrina.
Após a vistoria, policiais e integrantes da comissão decidiram liberar o VGD para os jogos do Paranaense 2003. Já o diretor de futebol da Portuguesa, Amarildo Vieira, deverá responder processo sob acusação de incitar a torcida adversária no último jogo contra o Londrina. ''Se a torcida da Lusa fez alguma coisa contra os torcedores adversários, que me levem preso agora'', criticou Vieira.

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