Arquivo FolhaFechadoEstádio Pinheirão: interditado desde o início de agosto em função de supostos problemas na cobertura metálica das cadeirasA Federação Paranaense de Futebol (FPF) não pára de acumular dívidas. Depois das contas de água, luz, telefone e INSS, chegam as dívidas municipais. Desde 91 a FPF não paga o Imposto Territorial Urbano (IPTU). A dívida está acumulada em aproximadamente R$ 1,1 milhão. Seis processos correm na 2ª Vara da Fazenda Pública do Curitiba. Parte da dívida - de 91 a 96 - está ajuizada e o valor chega a R$ 935 mil. O restante, R$ 165 mil, ainda está sendo cobrado amigavelmente e refere-se ao ano de 97.
Desde 1995 o terreno onde está o Pinheirão e 30% de todo o faturamento da FPF estão penhorados, segundo uma decisão da juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública, Lélia Negrão Giacometi, como forma de garantir o pagamento desta dívida. Além disso a juíza exigiu que a entidade entregasse um balancete mostrando a movimentação financeira da FPF. Segundo o procurador fiscal do município de Curitiba, Eládio Prados Júnior, a penhora do terreno está sendo contestada pela Federação: ‘‘Esta questão está para ser decidida logo.’’
O procurador fiscal da prefeitura disse que o município está disposto a fazer o parcelamento da dívida. ‘‘Por exemplo, se parcelarmos a dívida em 36 meses, o valor mensal de pagamento será em torno de R$ 26 mil’’, afirmou Eládio Prados Júnior. Ele garante que nenhum representante da FPF ou até mesmo o presidente procurou a Prefeitura.
O presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, disse ontem que manteve um contato com o prefeito Cássio Taniguchi há cerca de 60 dias, onde discutiu um possível parcelamento. Moura afirmou que aguarda a liberação do Pinheirão para jogos do Brasileirão e do Paranaense-98 para poder saldar a dívida. ‘‘Acredito que em um ano quitaremos todas as nossas dívidas.’’

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