O diretor-administrativo da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Joelson Pissaia, acabou com as pretensões da Portuguesa Londrinense de anular a partida de hoje. Dirigentes do clube alegaram ontem que a Lusinha não foi consultada sobre o acordo entre LEC e Força Sindical – em comemoração ao Dia do Trabalho – que prevê portões abertos hoje no Estádio do Café. ‘‘Não há nenhuma possibilidade do jogo ser cancelado. O Hélio Camargo (presidente) só quer tumultuar o jogo’’, disse.
Segundo o diretor, o Londrina tem autonomia para promover a parceria, já que o clube é o detentor do mando de jogo. ‘‘O mandante é quem tem direito à renda das partidas. A Portuguesa não pode interferir em nada’’, explicou.
O diretor acrescentou ainda que caso a Lusinha se recuse a mandar seus jogadores a campo, o time perderá os três pontos e será multado pela FPF. ‘‘Se a Portuguesa mantiver a postura, perderá os pontos e com certeza será multada’’, informou.
Na Lusinha, o gerente de futebol Amarildo Vieira se queixou do acordo dizendo que seu clube foi discriminado na decisão. ‘‘Nós não fomos avisados de nada, a Portuguesa tinha de ser comunicada sobre esse acordo. Essa cidade precisa entender que a Portuguesa é alguém’’, reclamou.
O gerente disse ainda que só definirá o futuro de alguns jogadores depois do término do campeonato. Ele negou os boatos sobre uma possível saída do atacante Aléssio. ‘‘Eu ainda não chamei ele para conversar. Só vamos falar disso depois que os contratos se encerrarem’’, disse.

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