Os clubes da Série Ouro do Paraense e a Federação Paranaense de Futebol (FPF) voltam a se reunir hoje pela manhã para negociar a transmissão do Estadual pela tevê. Anteriormente, não houve acordo com as emissoras, que atualmente exibem jogos de outros regionais.
De acordo com a FPF, duas emissoras estariam interessadas nos direitos de transmissão. A entidade, apoiada pelos clubes, decidiu vetar o uso das cabines de imprensa pelas tevês, que hoje, pelo menos no papel, são obrigadas a fazer imagens atrás dos gols, no gramado, com o uso máximo de três minutos dessas gravações em programas esportivos.
A FPF não confirma, mas especula-se que RIC TV, retransmissora da Record no Paraná, e a Bandeirantes de Curitiba estariam interessadas no campeonato e poderiam até se unir para fazer uma transmissão conjunta, barateando os custos.
Todos os clubes devem mandar representantes para o encontro que pode selar a paz entre as duas partes. O presidente do Londrina, Peter Silva, tem um encontro com empresários paulistas e mandará um diretor do clube em seu lugar. Ele é um dos cartolas que mais defendem a valorização do campeonato. Peter comandou a Série B do Campeonato Brasileiro em uma época que a competição não tinha valor e conseguiu transformá-la num produto que vale hoje aproximadamente R$ 30 milhões por temporada, usando a mesma tática da FPF.
''O Londrina Esporte Clube é a favor de valorizar o produto. Queremos ter uma emissora que transmita os jogos, seja qual for. O importante é que seja parceira dos clubes. Eles podem oferecer uma parte em dinheiro, a gente vai atrás do restante e todo mundo sai ganhando'', analisou Peter.
Outro que não poderá ir a Curitiba, mas também mandará um representante, é o presidente do Cianrote, Marcos Frazzato. Ele concorda com a posição do cartola alviceleste. ''Estamos com a FPF e com os outros clubes. Precisamos de um respaldo financeiro das tevês para liberarmos as imagens'', apontou.
Em 2005, o Campeonato Paranaense foi vendido por quase R$ 500 mil. Cada clube do interior recebeu R$ 18 mil. No Campeonato Paulista, cada clube do interior recebeu em 2006 R$ 600 mil, mais do que foi pago por todo o Paranaense-2005. (Colaborou Cláudio Yuge)

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