Federação cancela jogo entre o Foz e o Cavalca
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 1999
Marcos Freitas (Curitiba) e Valmir Denardin (Foz) 
A partida que decidiria o Campeonato Paranaense de Futsal de 1998, entre Cavalca & Verona e Foz/Sulamericana, marcada para hoje, em São Miguel do Iguaçu, foi cancelada ontem pela Federação Paranaense de Futebol e Salão (FPFS). O presidente da entidade, Jorge Kudri, acolheu a intimação do juiz da 11ª Vara Cível de Curitiba, Albino Jacomel Guerios, que determinou o cancelamento da partida.
O juiz fez valer a liminar concedida ao Cavalca & Verona no ano passado, que proclama o time de São Miguel do Oeste como campeão do Estado. Porém, uma nova batalha judicial ainda está por vir, uma vez que o Tribunal de Justiça vai julgar, na próxima quarta-feira, um agravo da FPFS contra a liminar do Cavalca.
A decisão de suspensão da partida de hoje foi muito comemorada pelos advogados do Cavalca & Verona, Paulo Schmidt e Alexandre Quadros. Já o presidente da FPFS, Jorge Kudri, disse que não vai recorrer da decisão judicial.
Já o advogado Foz, Marcelo Ribeiro, espera pela decisão do dia 24 para poder tomar as providências cabíveis no caso. Se a decisão do agravo não for favorável ao time de Foz do Iguaçu, Ribeiro não descarta a possibilidade de recorrer da sentença.
Mesmo esperando o desdobramento do processo judicial envolvendo a decisão do título do ano passado, os jogadores do Foz e do Cavalca & Verona vinham treinando para esta partida decisiva. O Foz, interessado na realização desse jogo, iniciou os treinamentos em 22 de janeiro. O time de São Miguel do Iguaçu treinava desde 1º de fevereiro.
A principal reclamação do Cavalca era de que não teria o número de jogadores necessário para entrar em quadra, já que só estariam habilitados os inscritos na partida final do playoff, ocorrida em 21 de novembro, e que acabou anulada. Dos 12 inscritos naquela ocasião, sete já deixaram o clube. As principais estrelas do Cavalca foram para outros times - os alas Jerry e Manta foram para o Banespa (SP), e o pivô Jovita, para o Iate Kaiser (RJ).
Não vou ter goleiro e terei que improvisar na posição um jogador de linha, preocupava-se o técnico Eduardo Coelho, o Baiano. O título estadual em litígio foi o primeiro do Cavalca.
O Foz também estaria desfalcado de sua principal estrela: o ala Anderson, da Seleção Brasileira, vendido ao Vasco da Gama (RJ) no início do ano. Mesmo assim, o clube queria a nova decisão. A equipe e a torcida já estavam preparadas e isso (a medida judicial) só causa desgaste, lamentou ontem o secretário municipal de Esportes de Foz do Iguaçu, Adilson da Silva. O Foz é mantido pela Fundação Municipal de Esportes.


