O desentendimento ocorrido no primeiro jogo das semifinais entre Missal e São Miguel, na última quinta-feira, em Missal, não deve gerar maiores problemas para o campeonato. A informação foi passada ontem pelo superintendente da Federação Paranaense de Futsal (FPF), Antônio Carlos Moreira.
A polêmica criada sobre uma suposta falta ocorrida no lance anterior ao último gol do São Miguel, que venceu com um placar de 6 a 4, não será levada adiante porque a FPF acatará o relatório final do juiz Júlio Cezar Menezes, que encerrou a partida quando ainda faltavam 25 segundos. ‘‘A decisão do árbitro é soberana. O término da partida sob aquelas condições também está previsto nas normas da Federação’’, comentou Moreira, referindo-se ao argumento usado por Menezes: invasão de quadra e falta de segurança para dar continuidade ao jogo.
Para o presidente do Missal Futsal, Darci Roque de Souza, o motivo apresentado pelo juiz não teria ficado claro para a diretoria do clube. ‘‘A imprensa, os auxiliares técnicos e integrantes da coordenação entraram em quadra, mas não houve invasão de torcida’’, comentou Souza, destacando ainda a possibilidade de não incluir mais a equipe no Campeonato Paranaense. ‘‘Está se repetindo a mesma história da competição de 1998. A arbitragem mais uma vez prejudicou.’’
O presidente do Missal se referiu à final daquele ano, onde um desentendimento entre o Foz Futsal e o São Miguel provocou uma guerra judicial que se estende até hoje. O título continua sem campeão. ‘‘As equipes iniciantes acabam sendo prejudicadas e isso nos deixa triste. Mas vamos seguir até o fim deste campeonato e lutar pela taça’’, finalizou Souza. O jogo entre São Miguel e Missal será no próximo sábado, às 21 horas.

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