Favoritos sonham em vencer GP da China
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sexta-feira, 24 de setembro de 2004
Das Agências 
Xangai - Os pilotos com maiores chances de vencer a corrida, amanhã, não escondem: desejam, mais do que outra etapa do Mundial, ganhar o GP da China e, tal qual a prova, entrar para a história. Xangai representa uma nova fronteira para a Fórmula 1. Sozinha, a China tem cerca de um quinto da população do planeta e é o mercado mais emergente do mundo. E o bom para os chineses é que os treinos demonstraram que as 56 voltas da competição podem ser emocionantes como os dois últimos GPs, Bélgica e Itália, nenhum vencido por Michael Schumacher, da Ferrari.
Já aconteceu antes: Schumacher, já campeão, se apresenta para a corrida com cara amarrada, porque as coisas não saíram como ele queria na sexta-feira e no sábado, e, de repente, arrasou os adversários na prova. ''Precisamos resolver nossos problemas de pneus'', afirmou o alemão da Ferrari, depois do primeiro treino livre. Rubens Barrichello, seu companheiro, explicou: ''Nossos pneus (Bridgestone) começam a soltar um pouco de borracha, nas primeiras voltas, mais os dianteiros, mas depois estabilizam-se e nos permitem boa velocidade.''
Os treinos de ontem e de hoje (Xangai está 11 horas à frente do horário de Brasília) acrescentaram bastante borracha ao asfalto novo do traçado. ''O asfalto perde abrasividade e ganha aderência com a passagem regular dos carros'', diz Massa, da Sauber, outra escuderia da Bridgestone.
Se vencer o primeiro GP numa nação que ainda se autointitula comunista não é estímulo suficiente, o que não parece ser o caso, chegar na frente dos concorrentes depois de 56 voltas numa das pistas mais desafiadoras, técnicas e difíceis do campeonato será um prêmio. O Autódromo Internacional de Xangai é único, por tudo, até na exigência de gostar de andar de seus usuários em razão de tudo ser distante dentro das dependências.
O GP da China pode garantir a Rubinho o título de vice-campeão. Soma 98 pontos e se for o quinto colocado acrescenta mais quatro e chega a 102. Jenson Button, da BAR, terceiro, conseguiu até agora 71 pontos. Mesmo que ele vença amanhã, o que o levaria para 81 pontos, não teria como alcançar Rubinho porque haveria em jogo depois, nos GPs do Japão e do Brasil, os últimos, apenas 20 pontos. A diferença entre eles já seria de 21 pontos (102 a 81). ''Eu me interesso é pela vitória, não ser vice'', repetiu ontem o piloto da Ferrari. A TV Globo transmite o GP da China na madrugada de amanhã (de Brasília) a partir das 3 horas.
Treinos O inglês Anthony Davidson, piloto de testes da BAR, foi o mais rápido nos treinos livres para o Grande Prêmio da China de F-1, que será disputado amanhã (madrugada de domingo no Brasil, em Xangai. Ele fez o tempo de 1min35s455. O brasileiro Rubens Barrichello, da Ferrari, ficou na sétima posição, com 1min36s660. O alemão Michael Schumacher, fez apenas o 15º tempo. Felipe Massa, da Sauber, foi o quarto, com 1min36s086. Ricardo Zonta, da Toyota, ficou em décimo, 1min36s970. O grid seria definido na madrugada de hoje.


