De última hora, a Superliga masculina de vôlei reafirmou a ‘‘lei do mais forte’’: Report/Suzano e Ulbra/Pepsi se classificaram para as semifinais da temporada 98/99. Esta etapa terá Report/Suzano x Olympikus e Banespa x Ulbra-Pepsi, justamente os quatro melhores elencos. Não houve surpresas, como em 97/98, quando Lupo tomou o lugar do Banespa.
Em melhor de três partidas, a série será aberta amanhã com a partida entre Olympikus e Report programada para o Rio de Janeiro. Os outros postulantes jogam na quarta-feira. Olympikus, invicto em 22 jogos e vencedor de dois turnos, e Banespa, segunda melhor campanha, ao contrário dos dois concorrentes, não disputaram a qualificatória encerrada no sábado.
Na última partida do mata-mata, sábado, o Report venceu o Telepar/Maringá, de virada, por 3 sets a 2 (19/ 25, 35/37, 25/20, 27/25 e 15/11). Jamais, em seis participações na liga, o time paulista se ausentou das semifinais. Mas com uma temporada conturbada (acumula 11 derrotas) recorreu a arranjos de última hora: dois dias antes contratou um psiquiatra para acompanhar o time.
‘‘Vamos brigar pelo título’’, disse o atacante Giba após a partida, em que, no terceiro set, que poderia ser decisivo, o Telepar abriu uma vantagem de 8 a 4. O Telepar, dirigido pelo o ex-jogador Paulão, participa do torneio com cinco meses de salários atrasados. Agora, disputa a quinta posição. No outro mata-mata, a Ulbra/Pepsi, fez 2 a 1 contra o SOS, de São Caetano - depois de perder o primeiro jogo. Venceu a derradeira partida, também sábado, em Canoas (RS), mas de forma menos desesperadora que o Report: 3 sets a 0 (25/ 19, 25/12 e 25/22). ‘‘Não posso agir com demagogia. O Banespa tem melhor campanha que nós. O fato é que estamos aqui com as mesmas ambições que os outros: sermos finalistas’’, disse o técnico Jorge Schmidt, da Ulbra.

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