A seleção brasileira chega à Copa da Alemanha mais favorita do que nunca. Nem nos tempos de Pelé, Garrincha e companhia o Brasil era tão favorito como agora. Os esquadrões dos anos 50, 60 e 70 eram maravilhosos, ganharam três Mundiais, mas o time canarinho sempre tinha fortes adversários pela frente. O favoritismo brasileiro era ofuscado pelas outras grandes seleções da época, como Itália, Hungria, Suécia, União Soviética, Thecoslováquia e Alemanha. Desta vez, a superioridade do time de Carlos Alberto Parreira é incontestável. Na teoria, não existe nenhuma seleção melhor do que a nossa. Na prática, o velho ditado de ''que futebol é uma caixinha de surpresas'' pode fazer a diferença. E a trajetória rumo ao hexa é indigesta.
Mas com os jogadores mais habilidosos e badalados do momento, o Brasil é favorito até para os alemães. Já nas tradicionais casas britânicas, a seleção pentacampeã mundial lidera as apostas, seguida de Inglaterra, Alemanha, Argentina e Itália.
Com tanto favoritismo assim, o Brasil passa a ter um único e perigoso adversário: a própria seleção brasileira. Ou seja, um possível ''salto alto'' ou o famoso ''já ganhou'' pode acabar com o sonho do hexacampeonato. E evitar essa ''máscara'' será o maior desafio de Parreira frente ao esquadrão verde e amarelo.
Que as estrelas Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Adriano e Robinho irão encantar o mundo e ajudar o Brasil a conquistar o sexto título mundial, ninguém duvida. Mas a seleção canarinho irá encontrar algumas pedras pelo caminho.
Na primeira fase, o Brasil terá pela frente Croácia, Austrália e Japão. São adversários perigosos, mas aparentemente nenhum problema para o time brasileiro, que deve se classificar em primeiro lugar no grupo F.
A situação começa a complicar a partir da segunda fase. Mesmo com o primeiro lugar, o Brasil corre o risco de enfrentar um campeão mundial por fase. No primeiro mata-mata, o adversário pode ser a Itália, que está no grupo E. Caso fique em segundo lugar no grupo posição que ocupou nas primeiras fases de dois dos últimos três Mundiais os italianos farão duelo precoce contra o Brasil.
Nas quartas-de-final, o adversário pode ser a França, cabeça-de-chave do grupo G. Assim como em 2002, os ''Bleus'' não tiveram renovação em qualidade suficiente e seguem a depender de Zidane. Para encontrar o Brasil nas quartas, os franceses teriam que ficar em segundo lugar na chave e passar pelo líder do grupo H nas oitavas.
O adversário brasileiro da semifinal pode vir do clássico Inglaterra x Argentina nas quartas-de-final. Um segundo lugar no seu novo ''grupo da morte'' formado também por Holanda, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim colocaria a Argentina na rota dos rivais ingleses nas quartas.
Vencidas todas as fases, o Brasil, enfim, poderia fazer o que o Comitê Organizador da Copa e a Fifa querem: a final contra a Alemanha.

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