“Favoritismo não entra em campo”, diz Matheus Cunha
Atacante afirma que favoritismo não garante vantagem e pede foco total no duelo das oitavas
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sexta-feira, 03 de julho de 2026
Atacante afirma que favoritismo não garante vantagem e pede foco total no duelo das oitavas

O atacante Matheus Cunha minimizou o favoritismo atribuído ao Brasil para o confronto contra a Noruega, neste domingo (5), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Para o camisa 9, o histórico e o equilíbrio do mata-mata exigem atenção máxima da seleção brasileira.
Segundo o jogador, o favoritismo não garante vantagem dentro de campo e a equipe precisa manter o foco durante toda a partida. "Eu vejo pouco sobre favoritismo. Não busco essas informações. Favoritismo não entra em campo. Por mais que se tenha confiança nos seus companheiros, isso não ajuda em campo. Temos que focar nos 90 minutos, porque tudo pode acontecer", afirmou.
O retrospecto reforça o alerta. O Brasil nunca venceu a Noruega em quatro confrontos disputados entre as seleções. Foram duas vitórias norueguesas e dois empates. O encontro mais marcante ocorreu na Copa do Mundo de 1998, quando os europeus venceram por 2 a 1 na fase de grupos, resultado que não impediu a classificação brasileira, já assegurada como líder da chave.
Matheus Cunha deve novamente desempenhar papel importante no esquema do técnico Carlo Ancelotti. Atuando ao lado de Vinícius Júnior e Rayan, o atacante tem alternado funções durante as partidas, ora como centroavante, ora recuando para participar da construção das jogadas.
O jogador explicou que sua movimentação depende da estratégia definida pela comissão técnica para cada adversário. "Em muitos momentos eu estou de 9 e tenho que flutuar como um ponta do losango ou como um meia de criação, mas também finalizar como centroavante. De acordo com os jogos, a comissão dá funções diferentes aos atletas, e isso é muito comum. Contra o Japão, o plano principal para mim era flutuar mais e tentar criar jogadas, porque encontramos uma equipe muito compacta", explicou.
Com exceção de Lucas Paquetá, lesionado e fora da partida, a tendência é que Ancelotti mantenha a base da equipe que vem atuando na competição. Para Matheus Cunha, a sequência da formação titular fortalece o entrosamento e aumenta a confiança do grupo. "Depende muito do plano de jogo do treinador, mas todos nós ficamos mais confiantes com a continuidade. Para a gente, é muito importante poder repetir a equipe", concluiu.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.


