‘Fator Pinheirão’ não
deve espantar torcida
Ed Carlos Rocha
Por algumas horas do domingo à tarde, o Estádio Pinheirão, palco do Atletiba que está sendo esperado quase como uma decisão de campeonato, será um dos estádios mais perfeitos do mundo. Pelo menos é o que dizem os presidentes das duas maiores torcidas organizadas do Estado, José Carlos Belotto, da Fanáticos (Atlético), e Luis Fernando Stelfeld, da Império Alviverde (Coritiba).
Para Stelfeld, assistir a uma partida no Pinheirão é realmente um exercício de paciência. No entanto, ele afirma que o momento é esquecer os problemas e empurrar o Coritiba para a vitória. ‘‘Temos que deixar de lado a falta de visibilidade, de banheiros etc. e jogar junto com o Coritiba, já que uma vitória deixará o time com boas chances de vencer o campeonato’’, diz Stelfeld.
Belotto afirma que, sem a Baixada, o Pinheirão é a casa do Atlético e que os torcedores têm que se conscientizar disso. ‘‘É claro que seria melhor se o jogo fosse na Baixada, mas enquanto ela não fica pronta temos que ajudar o Atlético onde quer que ele jogue. Ainda mais nesse momento, em que o time está precisando do nosso apoio’’, declara.
Este Atletiba, no entanto, poderá ser um dos últimos no Pinheirão. As obras da Baixada continuam no organograma previsto e no dia 31 de agosto, segundo o engenheiro Luis Volpato, o estádio deverá estar pronto. A fase agora é de colocação dos degraus das arquibancadas e de plantio da grama.
Apesar da expectativa dos torcedores do Coritiba, na sede do clube, no Alto da Glória, foram vendidos apenas 1.450 ingressos dos 8.400 destinados ao Coxa. A diretoria, no entanto, põe fé em um pedido estranho vindo de uma Associação de Funcionários da PUC, que teria feito reserva de mais de mil ingressos destinados ao time, mas ainda não confirmou a compra.

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