'Fatalidade' não deixa o Brasil ganhar medalha
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>De São Paulo 
O presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Roberto Gesta, classificou o fato de o Brasil ter concluído sua participação no Mundial de Edmonton, no Canadá, sem ganhar medalha como o resultado de ''uma fatalidade''. Foi a primeira vez que os brasileiros ficaram sem subir ao pódio na competição desde 1983. Na última edição, em Sevilha-99, o Brasil conquistou duas pratas. O atletismo também foi responsável por 14 das medalhas olímpicas do Brasil (3 de ouro, 2 de prata e 9 de bronze). ''O revezamento 4 x 100 m não subiu ao pódio por uma fatalidade, coisa que acontece com as melhores equipes e o 4 x 400 m não só foi à final como terminou num bom quinto lugar'', disse Gesta.
Ele se referia ao fato de quinta-feira à noite a equipe brasileira que disputou a final dos 4 x 100 m ter deixado o bastão cair durante a passagem do 2º para o 3º competidor e os atletas acabaram por não terminar a prova. O Brasil foi vice-campeão da prova em Sydney-2000 e fez o melhor tempo nas semifinais com Cláudio Roberto Souza, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos da Silva e Claudinei Quirino, que seria o quarto homem. O ouro ficou com os EUA, que, mesmo sem Maurice Greene e Jon Drummond, concluíram a prova em 37s96. A equipe feminina norte-americana dos 4 x 400 m também deixou cair o bastão, na última passagem da final. Foi a primeira vez que os EUA não conquistaram medalha na prova desde o primeiro Mundial, em Helsinque-83. Os melhores resultados brasileiros registrados nesta edição do Mundial, além do quinto lugar no revezamento 4 x 400 m, foi a sétima posição de Maurren Maggi, na prova do salto em distância.


