São Paulo - A advogada da farmácia Ana Terra, Roseli Pozzi, afirmou ter acionado a Justiça para ter acesso ao laudo do Ladetec usado na defesa dos nadadores Cesar Cielo, Nicholas dos Santos, Vinicius Waked e Henrique Barbosa em caso de doping pelo diurético furosemida, julgado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), no mês passado. Segundo ela, foi encaminhada uma medida cautelar à 3 Vara Cível de Santa Bárbara D'Oeste (SP) na tentativa de conseguir o documento, uma vez que isso não foi possível de forma extra-judicial.
''Mandamos uma carta para o Ladetec que nos respondeu, mas não nos forneceu a cópia do laudo. Já a CBDA simplesmente nos ignorou e tenho certeza de que eles receberam nossa solicitação porque a enviei em forma de correspondência registrada'', explica Roseli, que representa a proprietária da farmácia, Ana Tereza Cósimo.
Ela conta que encaminhou pedido de medida cautelar no último dia 29 e, agora, aguarda uma decisão da Justiça, a qual ela não tem ideia de quando vai se manifestar. ''Atualmente é complicado você fazer alguma previsão a respeito de questões que estão no poder judiciário. Pode ser rápido ou pode demorar até um ano.''
Roseli mantém a posição de que a farmácia não se considera responsável pelo doping de Cielo e seus companheiros, apesar de o campeão olímpico ter conseguido disputar o Mundial de Xangai graças ao laudo fornecido pelo Ladetec da análise das cápsulas de cafeína e um documento da farmácia no qual, supostamente, a empresa teria se responsabilizado pela contaminação cruzada do material por ela manipulado e consumido pelo nadador.
Roseli considera estranho o fato de empresa não ter sido consultada a respeito de suas responsabilidades nem na ocasião do painel de doping da CBDA nem na audiência do CAS.
A maior dúvida da farmácia é com relação à origem da amostra analisada pelo Ladetec. Segundo Roseli, o laboratório explicou por escrito sobre a análise da cafeína: ''Não temos como saber a que amostra isso se refere, e muito menos qual a participação da empresa no mesmo e em amostras que recebemos, pois as mesmas são analisadas como tal, sem referência à sua origem.''
O Ladetec também teria esclarecido que ''solicitações dos clientes encaminhadas ao laboratório não identificam a origem das amostras. Portanto, o laboratório não participa da utilização de suas análises por parte de seus clientes''.

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