São Paulo, 22 (AE) - A sugestão foi dada por Eduardo José Farah, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). Marco Polo del Nero, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), confirmou a possibilidade, mas os dirigentes do Guarani ainda não decidiram o que vão fazer. Se eles quiserem, poderão entrar com uma representação na FPF na tentativa de punir Júnior Baiano. O zagueiro palmeirense, apontado como o culpado pela contusão de Jajá, domingo, em jogo pelo Campeonato Paulista, poderia ficar longe dos gramados pelo mesmo período que Jajá.
Jajá entrou no jogo aos 31 minutos do segundo tempo. Pouco tempo depois, recebeu uma entrada dura de Júnior Baiano e deixou o campo de maca, chorando e com muitas dores no ombro esquerdo. Como o técnico Estevam Soares já havia feito todas as substituições permitidas, o Guarani acabou o jogo com apenas dez atletas.
Jajá passou por vários exames na manhã de hoje e, conforme garantiu o fisioterapeuta do clube, Claudio Frias, as radiografias indicaram que não houve fratura. A luxação, porém, vai deixar Jajá afastado pelo menos uma semana dos gramados. Jajá disse, hoje, que houve maldade do zagueiro, que tirou seu pé de apoio quando percebeu que estava vencido no lance. "O Júnior Baiano foi desleal, ele viu que não ia pegar a bola e deixou o pé no alto propositalmente", disse o atacante, que perdeu o equilíbrio e caiu sobre o ombro.
Amparado pelo regulamento da competição, Farah sugeriu que os dirigentes do Guarani entrassem com uma representação na entidade. O artigo 19 fala sobre punir atletas por "lesão grave causada propositadamente contra companheiros de equipe ou componente de equipe adversária". O caso seria julgado por uma comissão disciplinar, mas não há especificação do período da punição.
"O tribunal solicitaria um videoteipe para analisar o lance e ver se realmente houve a intenção de machucar o adversário", explicou Del Nero. "É muito complicado, no entanto, saber se houve algum dolo na jogada." A opinião do árbitro da partida também seria ouvida. No caso de Júnior Baiano, o atleta recebeu apenas um cartão amarelo. Apesar de ter reconhecido que o jogador do Palmeiras foi violento no lance, Jajá não defendeu, abertamente, uma punição exemplar a Júnior Baiano, como Farah pôs em discussão. "O meu desejo, agora, é me recuperar e esquecer o lance", disse.
Hoje, a preocupação maior dos dirigentes do Guarani era definir o futuro do técnico Estevam Soares. Depois da derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, ele estava correndo o risco de perder o emprego. Na segunda fase do Paulista, o Guarani fez apenas um ponto em três jogos.

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