A reunião de protesto contra o inchaço do Campeonato Brasileiro virou palco para proposta de virada de mesa no próximo Paulista. O presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, lançou nova fórmula do Estadual, após a previsível recusa dos clubes em abandonar o Nacional. O dirigente que condena o aumento de 24 para 26 clubes (8,3% a mais) na Série A do Brasileiro propôs um Paulista com 48 times, o triplo deste ano, juntando as séries A-1, A-2 e A-3.
Pela nova proposta, em 24 de agosto, 38 clubes (7 da A-1, 15 da A-2 e 16 da A-3), divididos em quatro grupos de oito e um de seis, disputam a Taça Estado de São Paulo, até 27 de novembro. Os clubes jogam dentro do grupo, em dois turnos. Os dez melhores, independente do grupo, disputam o Paulista-98.
Na primeira fase (18 de janeiro a 8 de março), esses dez juntam-se ao campeão e ao vice da A-2 neste ano, ainda indefinidos, mais Bragantino, União São João, Portuguesa e Guarani. Os 16 serão divididos em dois grupos de oito. Os oito melhores, independentemente do grupo, disputam a segunda fase, de 15 de março a 19 de abril, com Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos, separados em duas chaves de seis. Nas semifinais, participam os dois melhores de cada chave. Os vencedores disputam as finais, em jogos de ida e volta.
O grande beneficiado desse sistema de disputa é o Bragantino, que, mesmo fazendo parte da A-2, entra direto na primeira fase do Paulista, da mesma forma que a Portuguesa, vice-campeã brasileira. Alguns clubes fizeram objeções, e Farah marcou nova reunião para quarta-feira, quando será votado o regulamento.
O presidente em exercício da CBF, Nabi Abi Chedid, presidente honorário do Bragantino, apoiou o projeto do amigo Farah. ‘‘Este Paulista é uma idéia revolucionária’’, afirmou.

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