Farah promete manter datas do Campeonato Paulista
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terça-feira, 29 de fevereiro de 2000
Por Rafael Aguiar Especial para AE 
São Paulo, 01 (AE) - Os presidentes dos principais clubes de São Paulo e o da Federação Paulista de Futebol (FPF), Eduardo José Farah, reuniram-se hoje, em um hotel de São Paulo, na apresentação da segunda fase do Campeonato Estadual. As novidades serão a definição de um calendário adequado, o plano de publicidade estática (placas) e a venda de ingressos em bancas de jornais e pela Internet.
O aspecto mais problemático está relacionado ao calendário. Segundo Farah, não haverá troca de datas na segunda fase. "Duas ou três mudanças serão inevitáveis no octogonal final, porque vamos depender da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Confederação Sul-Americana (CSF), que são uma vergonha." No entanto, antes mesmo de iniciar a segunda fase do Paulista, a FPF já alterou duas datas.
O novo projeto de publicidade estática, em parceria com a Rede Globo, consiste em limitar o número de empresas que utilizam a propaganda no campo. "O exagero da exposição de marcas implica na poluição visual e não dá o retorno desejado ao anunciante", garante o diretor da Globo Esportes, Marcelo Pinto. "Até 1999, as placas eram vendidas a várias empresas nas vésperas de cada jogo por um preço variável de R$ 1.500,00 a R$ 4.000,00; agora, cada cota será vendida por R$ 3 milhões a no máximo seis empresas", explica. A intenção é valorizar a receita e proporcionar a melhor exposição do anunciante por 20 minutos.
Para evitar tumultos na porta dos estádios, a Federação Paulista vai estabelecer a venda de ingresso em bancas de jornais e pela Internet (www.ingressofacil.com.br). O projeto foi desenvolvido no Rio, no ano passado, e segundo Marcelo Pinto
foi um sucesso.
A arbitragem realizada por dois juízes e a suspensão do atleta que receber dois cartões amarelos, idéias adotadas na primeira fase da competição, serão mantidas. "O Ricardo Teixeira (presidente da CBF) enviou à Fifa um relatório sobre a atuação dos dois árbitros e os dirigentes gostaram muito", disse Farah. "Quanto às faltas, a média na primeira fase foi de 39 por partida e queremos reduzi-la para 36", completa. Para os próximos campeonatos, Farah pensa em abolir a formação da barreira.


