São Paulo - O dia seguinte após a derrota para o União Barbarense marcou a volta de alguns fantasmas ao Palmeiras: o rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, a incrível dificuldade do time em vencer duas partidas seguidas o que não ocorre desde a Copa dos Campeões, na metade do ano passado , e a eliminação precoce e vexatória da Copa do Brasil de 2002, quando o time foi despachado pelo ASA de Alagoas em pleno Parque Antártica. Este último fantasma é o que mais assusta no momento, pelo ''simples'' motivo de que amanhã o Palmeiras estréia na Copa do Brasil deste ano, enfrentando o modesto Operário, do Mato Grosso, em Cuiabá.
A reapresentação do Palmeiras, ontem, foi a volta de uma rotina bastante utilizada no ano passado, após cada derrota no Brasileiro. Uma longa reunião (mais de uma hora) entre o técnico, agora Jair Picerni, e os jogadores, em busca de explicações para a ''buchada'', nas palavras do próprio treinador, levada do Barbarense. E, no final, constatou-se o óbvio: que os jogadores não se aplicaram e nem tiveram equilíbrio emocional.
''Faltou iniciativa. Achamos que cercando o adversário e sem ter velocidade, venceríamos. O adversário usou um pouco de velocidade e ganhou'', disse Picerni, enquanto os jogadores saíam de ''fininho'' do treino, para evitar ter de dar explicações aos jornalistas.
Picerni reconhece que o fantasma do rebaixamento no Brasileiro ainda atormenta os jogadores, mesmo aqueles que chegaram agora ao Palmeiras. Por isso, vai continuar tentando fazê-los superar o trauma. ''Vamos tentar fazer esse ano diferente do ano passado. O que já foi, já foi.''
Uma das maneiras que Picerni encontrou para colocar o time nos eixos além de pedir aos jogadores que sejam guerreiros em campo é fazer mudanças. Ele estuda fazer quatro alterações em relação à equipe que iniciou a partida de domingo.

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