O presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Armando Marques, disse ontem que o ‘‘fantasma’’ de Ivens Mendes voltou a rondar o futebol brasileiro. O ex-chefe da extinta Conaf (Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol), afastado após a denúncia do escândalo de manipulação de resultados nas competições nacionais, está se movimentando com a ajuda de pessoas que querem ver ‘‘o passado de volta’’, denunciou Marques.
‘‘Há um movimento dos árbitros muito grande’’, afirmou o dirigente. ‘‘São pessoas que pensam no passado, que querem gente do passado, os arranjos do passado’’, acrescentou, sem citar nomes. Segundo Marques, os dirigentes de clubes, em sua maioria, são favoráveis à volta de Mendes. Marques promete prosseguir o que chama de ‘‘trabalho de moralização da arbitragem brasileira’’. ‘‘Não adianta, não vou deixar o cargo.’’
Criticado por ter escalado um trio baiano para atuar na partida em que o Botafogo empatou com o Paraná, por 0 a 0, domingo, no Caio Martins, Marques reconheceu que houve um equivoco. ‘‘Foi burrice minha, mas isso é coisa de velho; a gente vai ficando burro e esclerosado.’’ O dirigente afirmou que não percebeu o fato de árbitros baianos terem sido escalados justamente para um jogo cujo resultado interessava ao Vitória da Bahia. Hoje, o dirigente vai reunir a Comissão para analisar o erro e o que chamou de ‘‘escalação infeliz’’.
O árbitro capixaba Edson Esperidião, que apitou Portuguesa x Goiás, está na mira de Marques. Ele quer saber por que o árbitro não expulsou ninguém e se deixou intimidar.

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