Na Fórmula 1, assim como no futebol, existe quem torce a favor e quem é contra. Mas há uma terceira via. Os anti. Este é o caso de Wilmer Wallace Muller, 37 anos, tecnólogo em processamento de dados, um fã de Ayrton Senna, mas que não simpatiza com Michael Schumacher. ‘‘Sou anti-Schumacher, não gosto dele, e se Ayrton Senna estivesse vivo ele não seria nada’’, diz, sem pestanejar, ele que é fanático por automobilismo e acompanha tudo desde os dez anos de idade.
Mesmo com a morte de Senna, Wilmer não perdeu o gosto pela velocidade. ‘‘Gosto dos pegas e também dos bastidores’’, fala.
Para esta final, ele não quer saber se a Ferrari está atrás de um título que há quase duas décadas não consegue ou que Schumacher é o melhor piloto do mundo. ‘‘Hakkinen vai correr pelo campeonato e, com o equipamento que tem em mãos, se souber usá-lo corretamente, será o campeão’’, ele acredita.
Para Wilmer, o importante é o título não ficar com o piloto alemão. ‘‘Seria muito bom.’’

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