Famílias dão suporte a tenistas
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terça-feira, 04 de outubro de 2011
Reportagem Local 
Alguns dos jovens tenistas que participam da 15 edição do Arthrom Tennis Cup, que acontece durante esta semana no Londrina Country Club, contam com uma torcida especial: a família. Pais e mães fazem questão de acompanhar cada saque, devolução, vitória de seus filhos dentro da quadra de tênis.
É o caso do ex-goleiro profissional Valdinei Cunha, o Nei, que atuou por Fluminense, Corinthians, Santos, Coritiba e Sport Recife. Ele não esconde que é o grande incentivador do filho, Rafael Poralla Cunha, 13 anos, que em Londrina está em ação na categoria 14 anos.
''Eu vim de uma família humilde e o esporte foi muito importante em minha vida. Nunca me envolvi com nada errado, como drogas, e nisso o esporte tem um papel fundamental. O esporte ajuda no desenvolvimento do jovem, ensina a ganhar e perder. Por isso, eu e minha esposa sempre incentivamos nossos filhos a praticar alguma modalidade. Tanto o Rafael, como a Mariana, que tem 11 anos, escolheram o tênis'', conta Nei, que mora em Maringá.
A experiência esportiva leva o ex-goleiro a tomar cuidado na forma de incentivar os filhos. Ele sabe que não é o momento para cobrar resultados. ''Falo para eles que quando jovem nunca tive grandes resultados. A pressão por vitórias existe naturalmente, mas nesse momento o mais importante é se dedicar aos treinos, aprimorar os golpes, aprender nas vitórias e derrotas. Os resultados virão com o tempo'', ensina.
Rafael Cunha tem um pensamento semelhante ao do pai. ''Não me preocupo tanto com resultados. Procuro treinar para melhorar meus golpes. Somente assim poderei ter bons resultados no futuro''.
No caso do ex-goleiro, somente 100 quilômetros separam Londrina de Maringá. Distância infinitamente menor que os mais de 6 mil quilômetros entre a cidade-sede do Arthrom Tennis Cup e Caracas, na Venezuela, de onde vieram o comerciante Carlos Blanco e sua filha Carmem. Esta é a primeira vez que ela disputa um torneio no Paraná. No Brasil, já esteve em ação no Banana Bowl e na Copa Gerdau.
''Quando o técnico dela não pode acompanhá-la, eu venho. Sou seu torcedor número 1'', faz questão de dizer Carlos.
Esbanjando confiança, Carmem Blanco, 16 anos, acredita que pode chegar longe na disputa da categoria 18 anos. ''Gostei muito da estrutura do clube, do torneio. Fiz uma pré-temporada em Caracas antes de vir para cá, e acredito que posso ficar entre as melhores'', garante a venezuelana, cabeça de chave número 3 do Arthrom Tennis Cup e número 169 do ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF, em inglês), na categoria 18 anos.


