Família unida em torno da velocidade
Uma história em especial chamou a atenção da reportagem ontem no Autódromo de Londrina. É a do mototaxista José Aparecido da Silva e de sua esposa Sueli. Motociclista desde a juventude, Silva sempre andou em cima de duas rodas com a mulher. Mesmo passando por dificuldades financeiras, eles tiveram sete filhos e todos gostam de velocidade dois são pilotos da categoria 135cc e os outros cinco praticam bicicross, inclusive os dois mais novos os gêmeos Sulian e Suliane, de 6 anos.
Os nomes dos rebentos são uma atração à parte. Os três mais velhos receberam as iniciais do pai (Jo) e da mãe (Sue). Daí ficaram Jossuel, Sueljo e Joelsu. Os nomes dos outros foram em homenagem à mãe: Suélio, Suliê, Sulian e Suliane.
Sueli teve a coragem de gerar e criar sete filhos e não temeu que três deles Jossuel, Sueljo e Joelsu experimentassem o prazer pela velocidade em cima de uma moto.
No Campeonato Metropolitano, o mais velho, Jossuel, 20 anos, compete na categoria A e Joelsu, de 15, é iniciante na B. Joelsu participou recém de sua segunda corrida ontem e está inscrito na escolinha de pilotagem que está sendo implantada na cidade.
O pai garante não ter medo de ver os filhos acelerarem. ''Eles convivem com moto na família desde pequenos, começaram com Mobilette e nos observam no trânsito guiando com responsabilidade. E aqui no autódromo é seguro'', afirma.
Para bancar as despesas do esporte, todos fazem sacrifício. Jossuel é macânico de moto desde os 14 anos. O outro piloto, Joelsu, trabalha com um tio no mesmo ramo em uma oficina de restauração. ''Para competir eu gasto por mês uns R$ 600 e isso que boto a mão na massa, fazendo toda a preparação e conserto da própria moto'', explica Jossuel. (J.K.)





