Família trabalha unida no vôlei de praia
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sexta-feira, 09 de março de 2007
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O esporte de alto rendimento, na maioria das vezes, impede um contato diário entre atletas e seus familiares. A desgastante rotina de treinos, jogos e viagens impede que os atletas levem uma vida normal. Mas, no vôlei de praia, existe um caso atípico: a família Solberg. O sobrenome, talvez, não seja tão conhecido. Mas basta dizer que a matriarca da família é a ex-jogadora Isabel, que atua como técnica das filhas, Maria Clara e Carolina - que jogam juntas -, e do filho Pedro Solberg, parceiro do veterano Loyola.
O fato de trabalharem juntas é encarado como algo natural por Isabel. ''Eu consigo separar bem o fato de ser mãe e técnica. Durante os treinos e jogos, nos concentramos em nosso trabalho. Quando estamos em casa, conversamos sobre outros assuntos. Muitas vezes aproveitamos as etapas para nos divertir, como ir ao cinema'', contou Isabel, uma das maiores jogadoras de vôlei de todos os tempos.
Carolina, 19 anos, defende o fato de ser treinada pela mãe. Ela, inclusive, estreou no vôlei de praia atuando com Isabel como sua parceira. Foi há quatro anos em uma etapa do Circuito Banco do Brasil, em Fortaleza. ''Foi muito legal. Conseguimos passar do qualifying'', recorda a jovem atleta. ''Minha mãe sempre cobra muito, quer tirar o máximo da gente. Acho muito legal essa oportunidade de trabalhar com ela. Temos o privilégio de estarmos sempre juntas'', completou.
Como adiantou Carolina, a mãe e técnica cobra muito das filhas. Elas treinam de segunda a sábado, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, em dois períodos. ''O calendário do vôlei de praia é muito longo. Temos que fazer um trabalho visando toda a temporada, com alguns picos durante o ano'', explicou Isabel.
Em 2007, as irmãs Solberg correm atrás do tempo perdido. No ano passado, Maria Clara, 23 anos, passou por dois problemas que a tiraram dos treinos e competições: uma bursite e uma lesão por esforço repetitivo (LER). ''Já estou praticamente recuperada, buscando recuperar o ritmo de jogo'', contou Maria Clara.
Em Porto Alegre, na primeira etapa do circuito brasileiro, as irmãs terminaram em quinto lugar. Para Londrina, o objetivo é ir mais longe. ''Pensamos sempre no próximo jogo. Mas, lógico, que queremos chegar o mais longe possível'', observou Carolina, bicampeã mundial Sub-21.
O início em Londrina foi dos melhores. Elas venceram os dois jogos disputados ontem e já estão garantidas nas quartas-de-final. Primeiro, venceram Paula Roca e Camila, por 2 a 0 (18/15 e 20/18), e depois passaram pelas gregas Maria e Efthalia, por 2 a 1 (18/16, 27/29 e 15/12).


