Magny-Cours, França - Os irmãos Schumacher e o seu empresário, Willi Weber, estão questionando o atendimento médico dedicado a Ralf depois do grave acidente sofrido no GP dos Estados Unidos, dia 20, e podem até processar o Hospital Metodista de Indianápolis: ''Não posso acreditar que eles não diagnosticaram as lesões'', afirmou Ralf à imprensa inglesa. O piloto ficará três meses longe das pistas por ter fraturado a coluna vertebral em dois pontos. Hoje começam os treinos livres do GP da França. Ontem, o assunto do dia no circuito de Magny-Cours foi a negligência médica.
Através da sua assessora, Sabine Kehm, Michael Schumacher disse ter ficado muito preocupado com o ocorrido com seu irmão: ''Ele poderia estar paralítico hoje.'' Com duas fraturas na coluna, sem saber, a possibilidade de a lesão óssea atingir a medula nervosa é grande. A esse respeito, Ralf falou, segundo o Daily Telegraph, de Londres: ''Eles fizeram uma série de exames, não acharam nada e me colocaram num avião já no dia seguinte.''
Weber o acompanhava quando realizaram novos exames na Alemanha, no hospital de Bad Nauheim, em razão de as dores nas costas não cessarem. ''Não gostamos nada quando nos falaram das fraturas, o que eles fizeram na América?'' Curiosamente o Hospital Metodista, localizado próximo do circuito de Indianápolis, é famoso por ''reconstruir'' os pilotos provenientes de sérios acidentes no veloz traçado.
Ralf Schumacher será sunstituído nas próximas corridas pelo espanhol Marc Gené, o primeiro piloto de testes da equipe Williams. O outro piloto que testa para o time anglo-germânico é o brasileiro Antonio Pizzonia.

mockup