Família prevê festa em Londrina
Áureo Nogueira
De Londrina
- Foi uma alegria inexplicável. Pulei e gritei como munca. Me senti uma menina de 15 anos.
A revelação é de dona Elita Almeida de Oliveira, 56 anos, mãe de Elisângela, atacante da Seleção Brasileira de vôlei feminino, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos.
Os pais, irmãos, cunhadas, sobrinhos, parentes, amigos e vizinhos lotaram a casa da família, no Parque das Indústrias, zona sul de Londrina, anteontem à noite, para torcer pela seleção e, especialmente, por Elisângela. Esta salinha não explodiu porque não é de explodir, disse dona Elita, irradiando enorme satisfação.
Durante o jogo, a tensão cresceu, sobretudo quando Elisângela entrou no lugar de Leila. O quarto set foi o mais tenso, disse a irmã Eliana, de 22 anos. No ponto final, torcíamos para que a bola fosse levantada para a a Elisângela. Quando a bola subiu, todo o mundo esperava que ela desse um tapão. Mas ela surpreendeu dando apenas um tapinha, emendou a orgulhosa mãe.
Ontem, a família ainda sentia as emoções da conquista. A sensação é inexplicável. Agora, estamos ansiosos para abraçá-la. Pena que ela só retorne para o Brasil no dia 31, disse Eliana.
Depois do jogo, houve carreata e foguetório no bairro onde Elisângela nasceu e iniciou os primeiros passos no vôlei. Queimei a buzina do meu carro, contou o vizinho Francisco Rocha Roberto. Mas vou consertá-la para a festa do dia 31.
Por volta da meia-noite, Elisângela telefonou para a família. Segundo a irmã, ela estava eufórica com a conquista e perguntou se haviam gostado do jogo dela. Ela disse ainda que deseja uma festa no retorno. E isso ela vai ter, disse Eliana. Vamos esperá-la no aeroporto e fazer uma grande festa.





