Contar a história da família Iwama sem citar o esporte é impossível. Os pais, Milton e Cristiane Iwama, são ex-atletas e os quatro filhos rumam para o mesmo caminho. Por quase toda a casa o que não faltam são medalhas e troféus.
Durante 15 anos, o paulista Milton Iwama foi lutador de taekwondo e conquistou importantes vitórias na arte marcial. Foi oito vezes campeão paulista, ganhou sete campeonatos brasileiros e ficou em segundo lugar no Campeonato Mundial de 1993.
Alguns anos depois da competição internacional, ele teve uma conquista ainda mais importante, conheceu Cristiane. Na época ela também era atleta, mas de uma modalidade totalmente diferente: a luta de braço. Antes disso, já tinha passado pelo vôlei onde chegou a ser vice-campeã brasileira representando o Paraná, mas foi na luta de braço que ela conquistou os melhores resultados. Foi campeã brasileira quatro vezes e vice-campeã mundial em 1995.
Iwama ensinava taekwondo em uma academia em Campinas. Cristiane, que é londrinense, acabara de chegar à cidade para fazer um mestrado. E foi por causa do primeiro filho dela, Murilo, que o casal se conheceu. ''O Murilo tinha cinco anos de idade e eu matriculei ele na academia para aprender taekwondo'', conta Cristiane.
Anos mais tarde, a nova família se mudou para os Estados Unidos e lá ela aumentou. Nasceram Lucca e Leonardo.
Foi nos EUA também que Murilo conheceu outros esportes, inclusive o que pratica atualmente. Jogou futebol, beisebol e basquete. Acabou escolhendo a terceira opção, apesar da altura, 1,84m. ''Sou meio baixo, mas me viro do jeito que dá. As outras modalidades que praticava antes ajudam bastante também, por causa da parte física e coordenação'', afirma Murilo.
Retorno
Depois de seis anos morando no exterior, a família retornou ao Brasil. O casal Iwama encerrou de vez a vida profissional de atletas e resolveu investir em uma empresa de embalagens. ''Com mais dois filhos mudaram as prioridades'', explica o ex-taekwondista.
Mas os herdeiros deram sequência ao esporte na família.
Murilo, hoje com 20 anos, já tem um histórico de vitórias no basquete. Foi campeão paranaense diversas vezes, ganhou um Sul-Brasileiro, entre outros títulos. Atualmente, o jovem compete pelo Abdala/Sports, de Pindamonhangaba-SP. Agora a família precisa lidar com a distância do filho, que vem para Londrina apenas quando o time entra em férias. ''A mãe nunca gosta de ficar longe, mas até mesmo por ser do esporte a gente entende isso e sabe que ele tem que aproveitar as oportunidades'', afirma Cristiane. ''Quem não gosta mesmo é o pai por causa da conta de telefone que aumenta'', brinca Milton Iwama.
Lucca, de 12 anos, seguiu os passos do pai no taekwondo e mostra que o talento está no sangue. O garoto está na faixa verde e já ganhou um Brasil Open e mais recentemente a Copa Paraná de Taekwondo. O garoto treina na academia do técnico da seleção brasileira, Fernando Madureira. Além disso, tem um treinador em casa. O garoto admite que a experiência do pai no esporte faz diferença nas competições. ''Ele que passa para mim todas as táticas para as lutas. E funcionam bem'', diz o garoto.
Além do taekwondo, Lucca também pratica a ginástica artística como forma de complementar os treinos.
A ginástica é levada a sério pelo outro irmão, Leonardo, que tem 11 anos. Atleta infantil desde 2008, ele já ganhou um Campeonato Paranaense e recentemente teve seu talento reconhecido ao conquistar uma bolsa através do programa do Governo Estadual 'Paraná Atleta Olímpico'. No fim do mês vai disputar o Campeonato Brasileiro Infantil, em Porto Alegre.
As modalidades preferidas de Leonardo são a argola e paralelas. O garoto acredita que ser filho de um taekwondista talentoso tem a sua dose de participação para o desempenho da ginástica. ''Meu pai era bem flexível e eu puxei a flexibilidade dele'', completa.
O irmão caçula não pode ser esquecido. Milton tem cinco anos e ainda não entrou na fase de atleta, mas já pratica dois esportes: o taekwondo e a ginástica artística.

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