Os pais de Élber, José de Souza e dona Laudicéia, comemoraram os três gols do herói dos 5 a 1 da Seleção Brasileira sobre o Equador, anteontem à noite, em Washington (EUA), como se o amistoso fosse uma final de Copa do Mundo. Eles gravaram tudo para rever durante churrascadas que os familiares estão acostumados a organizar no sítio e na chácara que o atacante do Bayern Munique comprou nas imediações de Londrina.
A pequena platéia, ainda completada pelos sobrinhos de Élber - Tamires, Gustavo e Kauana, além do irmão Caio - estava atenta aos lances do jogo. ‘‘Quanto sofrimento, meu Deus... Mas valeu a pena. Meu garoto só me dá orgulho e felicidade’’, elogiou o pai.
Seo José e dona Laudicéia garantem: nem fama mudou o caráter do ex-menino pobre, ex-contínuo dos Supermercados Viscardi e do Banco do Brasil, que um dia trocou aquela vida de pouca esperança pelo sucesso no profissionalismo. Hoje, Élber mantém em Londrina uma escola profissionalizante para pessoas carentes.
‘‘A cabeça dele nunca saiu do lugar. Aliás, não é só ele. Meus outros filhos (João Bosco, Caio e Carlos Alberto) sempre me deram muitas alegrias’’, explica o pai. ‘‘Carlos Alberto, que jogou na segunda divisão alemã, era melhor do que ele, mas não deu sorte no futebol. Quebrou o joelho e precisou parar’’, recorda.
A ausência de Élber da Seleção que disputou o recente Mundial da França não deixou José de Souza frustrado. ‘‘Achei bom que ele não estivesse mesmo naquela bagunça. Era tanto velho no time... Para consolá-lo, eu disse: meu filho, a tua hora ainda vai chegar... Graças a Deus, chegou. Se eu fosse o Wanderley Luxemburgo, escalaria o Élber como titular na próxima Copa do Mundo ao lado de Oséas’’, sugere, com indisfarçável vaidade, e esquecendo-se completamente de Ronaldinho.Josoé de CarvalhoNa casa dos pais de Élber, parecia final de Copa. Depois do jogo, a comemoração: ‘‘Esse garoto só nos dá orgulho e felicidade’’Nelson Cilo

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