Família Enz e sua paixão por ralis
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sábado, 07 de julho de 2012
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
Uma família do pequeno distrito de Pirapó, em Apucarana (Norte), vem roubando a cena no rali de regularidade pelo Brasil afora. São os Enz, pai, mãe, filho e filha, que estão cada vez mais obcecados pela perfeição nas frações de segundo que decidem uma prova tão detalhista como esta.
A ala masculina da família - o pai Otávio, mais conhecido como Marreco, e o filho Allan - não se cansa de colecionar conquistas. De tanto viajar junto e vê-los comemorando, a parte feminina também resolveu entrar na brincadeira. Assim, a mãe Cidinha e a filha Ellen já estão fazendo muito marmanjo comer poeira.
Marreco e Allan foram os vencedores da categoria graduados na etapa de Londrina do Rali Mitsubishi, disputado na semana passada. A dupla estava mal no campeonato, mas a vitória em ''casa'' os recolocou na briga pelo título da temporada, que vale uma viagem para quatro pessoas para a Jordânia.
''Ganhar em Londrina foi bom demais. Endoidei. Estar praticamente dentro de casa dá uma emoção a mais. Agora é buscar essa viagem, que prometi aqui em casa'', avisou o piloto Marreco, 54 anos.
A agenda deles está sempre lotada de provas. Nos próximos dias, por exemplo, têm compromissos em Belo Horizonte e em Santa Catarina. Mas a família consegue conciliar o trabalho com o esporte. Donos de uma fábrica de bonés e roupas, eles aproveitam as viagens para divulgar seus produtos, além de serem os fornecedores deste tipo de material de quase todas as competições que participam. Allan, 24 anos, é o diretor de marketing da empresa e divide-se nas missões de navegar para o pai/piloto e bolar ações para comercializar os produtos da empresa da família.
A paixão pelos ralis começou em 2002. Os carros da Transparaná passaram pela fábrica de Marreco e despertaram nele uma curiosidade de saber como era a aventura. ''Foi acendendo a chama, até que fiz um rali com o Willys (jipe). Aí não parei mais'', contou.
E não parou mesmo. Em 2005, debutou na estrada fazendo a primeira prova, sempre com o filho Allan como navegador. Em 2006 foram outras duas. Até que em 2007 a dupla começou a trajetória de sucesso competindo na Transparaná. Só não venceram por causa do espírito solidário. ''Estávamos chegando, íamos ser campeões, mas um cara tombou o carro e paramos para ajudar. Ainda terminamos em terceiro'', recordou Marreco.
De 2007 para cá, pai e filho foram colecionando títulos. Em 2011, ganharam o Beroca, em Goiás, e este ano faturaram o Rali da Selva, em Sinop-MT, disputado em meio à mata fechada. O projeto é entrar no rali de velocidade no ano que vem, com a disputa do Rali dos Sertões.


