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Esporte

m de leitura Atualizado em 24/02/2022, 19:22

Família de paranaense que joga no Shakhtar vive tensão com guerra

Zagueiro Vitão, natural de Jacarezinho, está abrigado em um hotel em Kiev, capital da Ucrânia, junto com outros jogadores brasileiros

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
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A conversa tem sido intensa. De meia em meia hora, aproximadamente, a troca mensagens ou chamadas de vídeo acontece. A mais de 11 mil quilômetros de distância, o agente de futebol Claudinei Matos tem acompanhado a situação do filho Vitor Eduardo Matos, o Vitão. O zagueiro de 22 anos é jogador do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e assim como outros brasileiros que estão no país tem vivido o medo do conflito entre ucranianos e russos. O atleta é natural de Jacarezinho, no Norte Pioneiro. 

Claudinei Matos, pai do jogador Vitão, diz que não vê a hora de dar um abraço no filho Claudinei Matos, pai do jogador Vitão, diz que não vê a hora de dar um abraço no filho
Claudinei Matos, pai do jogador Vitão, diz que não vê a hora de dar um abraço no filho |  Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
 

O clima que já era tenso virou uma guerra desencadeada com o bombardeio da Rússia contra áreas da Ucrânia e a invasão de terras, na quinta-feira (24). “A tensão é grande. Ele está esperando definir se terão jogos, se o campeonato vai continuar. Ele aguarda uma definição para saber o que vai fazer”, comentou o pai. Após a invasão, o campeonato ucraniano foi suspenso.  O Shakhtar mudou de sede em 2014, saindo de Donetsk e indo para Kiev, por conta dos embates no leste da Ucrânia.

Vitão está abrigado em um hotel em Kiev, na capital do país. Com ele estão a esposa e o filho, de apenas três meses. Outros jogadores do Shakhtar e também do Dínamo de Kiev estão no mesmo hotel, onde consideram ter mais proteção neste momento. Nas redes sociais, ele os demais jogadores pediram ajuda do governo brasileiro para voltar com segurança. 

Na publicação, os atletas e suas famílias mostraram receio com a integridade dos filhos. “Estamos pedindo ajuda devido à falta de combustível na cidade, fronteiras fechadas, espaço área fechado. Não temos como sair”, relatou o zagueiro Marlon, ex-Fluminense. “A gente está se sentindo abandonado, porque não sabemos o que fazer. As notícias não têm chegado até nós, a não ser do Brasil. Não sabemos se vai ter comida e nem como vai ser”, desabafou uma das esposas dos jogadores. 

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DESTAQUE 

O zagueiro paranaense foi revelado no PSTC e depois seguiu para o Palmeiras. Há quase três anos defende o Shakhtar Donetsk, onde é titular e um dos destaques da equipe. Ele já foi convocado para as categorias de base da seleção brasileira, conquistando o Sul-Americano pelo sub-15 e sub-17. 

SAUDADE 

Segundo Claudinei, o filho não imaginava que a disputa entre Ucrânia e Rússia se tornaria uma guerra. “Não vemos a hora de tudo isso acabar e de que ele volte para cá para dar um abraço. É complicado viver numa situação dessa. Ele quer voltar, todos que estão lá pretendem sair, mas tem que esperar uma definição”, reforçou o agente, que tem mais um filho. “Há um receio de todos, nosso, das famílias, e de todo o pessoal que está lá (na Ucrânia), em especial em Kiev”, acrescentou. 

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